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Anna Caroline Funayama Soares, soldado no Baep

“Quando a mulher quer alguma coisa, ela fará muito bem”

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 08/03/2020
Horário 09:50
Isadora Crivelli: Anna Caroline Funayama Soares Foto: Isadora Crivelli: Anna Caroline Funayama Soares

“Soldado Funayama”. É assim que Anna Caroline Funayama Soares, 28 anos, é conhecida no quartel do CPI-8 (Comando de Policiamento do Interior), em Presidente Prudente. Atualmente, faz parte do efetivo do 8º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) onde atua nas ruas em combate à criminalidade. Na Polícia Militar desde 2015, ingressou na instituição por indicação de um amigo onde descobriu o talento na corporação: “percebi que nasci para isso e é onde quero seguir fazendo carreira”.

O Imparcial: Como foi a sua entrada no Baep?
Soldado Funayama: Eu já era daqui do interior e tinha interesse em voltar a trabalhar na área da minha cidade [estava em São Paulo], estar perto da minha família e amigos, prestar um pouquinho desse trabalho que sou admiradora desde sempre. E quando criou o Baep fui voluntária para vir pra cá e, graças a Deus, tive essa oportunidade e fui transferida.

Quais funções você ocupa atualmente? E quando esteve em São Paulo?
Atualmente atuo nas funções de terceiro e quarto homem da viatura, que são os auxiliares do comandante de equipe. Somos em quatro: motorista, comandante de equipe, terceiro e quarto homem, ficamos nesse revezamento. [Em São Paulo] tive a oportunidade de passar por vários lugares, como o atendimento 190 que é o aprendizado que considero o carro-chefe da polícia – sem ele não teria a Polícia Militar. Em seguida, fui para a Rocam [Rondas Ostensivas Tobias Aguiar] onde tive oportunidade de aprender muito, tanto com os comandantes quanto equipes que trabalhei.

Na Rocam você teve que pilotar motocicleta. Como foi essa experiência?
O trabalho na motocicleta é muito mais complicado devido ao risco, já sofri acidente. Mas é sensacional, a adrenalina é sensacional! E hoje no Baep é outro tipo de policiamento, por ser quatro rodas, porém também tem a adrenalina. A vontade de querer ajudar, retirar do convívio da sociedade pessoas que não fazem bem é o que vale a pena.

Depois que ingressou no Baep, como observa o olhar da sociedade diante do seu trabalho? Até porque o treinamento para entrar no batalhão foi diferente daqueles aplicados na Polícia Militar.
Todas as vezes que percebem que é uma mulher, eles admiram bastante, consigo perceber isso na fisionomia das pessoas. É questão de respeito. Penso que conforme você tem a sua postura no serviço isso impõe o respeito e ele é recíproco. Da mesma forma que respeita, você o receberá de volta.

Com os infratores isso também ocorre ou é diferente?
Igual eu falei, a postura é que vai dizer mais ou menos a forma como ele vai querer lidar. Se ele acha que você tem a postura firme, vai te respeitar da mesma forma como se fosse um homem ou nem vai perceber essa diferença na hora do serviço.

Como você observa o atual papel da mulher na Polícia Militar?
Está crescendo! E fico feliz em ver mais mulheres interessadas em estarem na rua e ocupar uma barca [viatura de quatro rodas] e buscando espaço no policiamento de choque, viatura duas rodas. Para mim é gratificante. É isso que a gente precisa buscar, apesar de que somos perfeccionistas no que fazemos. Quando a mulher quer alguma coisa, ela fará muito bem e fico muito feliz de ver.

“CONFORME VOCÊ TEM A SUA POSTURA NO SERVIÇO, ISSO IMPÕE O RESPEITO E ELE É RECÍPROCO”
ANNA CAROLINE FUNAYAMA SOARES
soldado no Baep

 

Nome: Anna Caroline Funayama Soares
Onde nasceu: Presidente Venceslau
Idade: 28 anos
Formação: Ensino Médio completo
Atividade profissional: Soldado no 8º Baep

 

 

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