Ano de escolhas

OPINIÃO - Sandro Rogério dos Santos

Data 02/08/2020
Horário 04:22

Embora, observe, leia e escute, não me sinto à vontade nem à boa distância para falar sobre os temas do chão da nossa casa. Sendo eu parte do conjunto, o olhar estaria afetado. Dezenas de colunas atrás tratei do assunto calçadas. O relevo da cidade não ajuda muito. Nas cercanias donde moro um cadeirante ou vai de carro ou vai pela rua; pela calçada só se for a reboque (e nalgumas, nem assim!). As árvores são um capítulo à parte. A iluminação e a sinalização do trânsito ficam afetadas. Há árvores plantadas sob a fiação que, um dia, crescerão. Ou bem se determina plantar árvores nas calçadas (deixando o passeio público livre) ou no (se existir) canteiro central das grandes avenidas; faltam corredores para melhor fluidez do trânsito. Mas como ficam a iluminação pública e as podas das árvores? 
Também na minh’aldeia há fartos exemplos do que aponto. Placas escondidas atrás de árvores. Árvores inadequadas ao perímetro urbano. Falta de poda, etc. O transporte urbano merece exaustivo debate da sociedade. Não sendo usuário, me restam impressões alheias, não positivas. Daqui a pouco teremos eleições municipais. A movimentação local para as candidaturas não está em quarentena (O Imparcial apontou em matéria de capa: “começa a corrida eleitoral”, 19/7). Homens e mulheres, cidadãos locais, pleitearão os cargos públicos executivos e legislativos. 
Em tempo de escassez de recursos financeiros e de forte demanda por serviços públicos, seria fundamental saber quais as soluções criativas e viáveis têm tais pretendentes. Há que se pensar políticas públicas nos mais amplos aspectos da sociedade visando ao bem-comum, e privilegiando os pobres. As camadas menos (ou nada) abastadas precisam do Estado. Quando uma pessoa está insegura, o restante da comunidade não pode se considerar seguro. As pessoas precisam de casa (adequada), de emprego, de transporte de qualidade (ônibus, ruas, pontos de ônibus), creche, escola, atendimento de saúde, segurança... 
A disputa política é válida e a alternância de poder salutar para a democracia. A rinha, não. Os grupos que se organizam devem ter como horizonte o bem do município e dos munícipes e não a vanglória pessoal. Os administradores passam, a cidade permanece. E o que permanecerá dos administradores? O pós-pandemia (que certamente virá) exigirá de todos uma nova forma de ver a si e ao coletivo. E, pior, as dificuldades socioeconômicas já gritam. Nossa cidade, dependente basicamente de serviços e comércio, como se reposicionará? A qual custo? Essa provocação é o início de conversa. Sem pretensões nem paixões coloridas. Apenas a vontade de ser parte do (sempre tão sonhado) novo tempo. Teremos que escolher!
Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!
 

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