Apreensão de maconha sintética sobe quase 700% em presídios da região

Conhecida como k4, nova droga é mais fácil de ocultar em objetos encaminhados por correspondências

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 03/10/2020
Horário 15:18
AI da Croeste - Droga vem  borrifada em papéis ocultos em objetos AI da Croeste - Droga vem borrifada em papéis ocultos em objetos Imagem: AI da Croeste - Droga vem borrifada em papéis ocultos em objetos

Um levantamento feito pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) aponta que, em comparativo entre janeiro e julho de 2019 e o mesmo período de 2020, houve um aumento no número de apreensões da droga K4 em correspondências e na área externa de presídios em todo o Estado de São Paulo. 

Na região de Presidente Prudente, o crescimento foi de 684,2%, saltando de 19 para 130 ocorrências no período.

Considerando os números de todo o território paulista, houve aumento de 488,83%, de 472 ocorrências em 2020, ante 86 no mesmo período do ano passado.  

A K4, popularmente conhecida como maconha sintética, é formada por substâncias que simulam ou têm uma reação muito parecida com o THC - que é o princípio ativo da maconha, porém muito mais potente.

Na forma líquida, ela é borrifada em pedaços de papel na tentativa de burlar a vigilância dos agentes. 

De acordo com a Croeste (Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste), quaisquer pedaços de papéis servem de transporte da droga na forma líquida, que já era encontrada antes mesmo da pandemia, inclusive, em meio a alimentos levados por visitantes.

 
AI da Croeste - Antes da pandemia, entorpecente também era encontrado em alimentos levados por visitantes

AI da Croeste - Papeis aparentam adesivos e folhas inofensivas

Equipamentos ajudam na identificação

Conforme a SAP, a política da pasta é de não tolerância à entrada de ilícitos, inclusive entorpecentes, em suas unidades prisionais. 

Todos os CDPs (Centros de Detenção Provisória), penitenciárias e CPPs (Centros de Progressão Penitenciária) do Estado contam com escâner corporal para identificar a entrada de ilícitos. Além disso, as unidades também estão equipadas com aparelhos de Raio-X de menor e maior porte, bem como por detectores de metais de alta sensibilidade. 

Esses equipamentos ajudam a coibir a entrada de equipamentos e drogas, atrelados a uma vigilância constante dos agentes de segurança, treinados para evitar a entrada de ilícitos nas unidades, além de revistas periódicas nas dependências dos presídios.   


AI da Croeste - Quaisquer pedaços de papéis servem de transporte da droga na forma líquida

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