Atividades a distância devem contribuir para formação dos alunos

EDITORIAL - Da Redação

Data 17/06/2020
Horário 04:15

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, escolas municipais, estaduais e particulares de todo o país, inclusive na região de Presidente Prudente, precisaram readequar os métodos de ensino junto a milhares de estudantes de todas as idades. A tarefa foi um desafio maior do que o esperado, considerando que os reflexos do distanciamento social têm sido inéditos para o mundo contemporâneo e ninguém estava preparado para as mudanças que isso traria para o cotidiano. A educação a distância, já aplicada em cursos de ensino superior, virou alternativa para todas as etapas da educação básica, de modo que educadores precisaram se adaptar para conseguir transmitir suas aulas para alunos que estavam acostumados com o ensino presencial.

Nesse contexto, as dificuldades se apresentaram em grande número, tendo em vista que professores tiveram que pensar em conteúdos que chegassem para todos e pudessem ser compreendidos e realizados em casa, sem a necessidade da figura do mestre ao lado. É nesse ponto que mora o grande dilema da educação a distância: não basta entregar um conteúdo apenas para cumprir o cronograma letivo – é preciso que cada atividade faça a diferença na vida dos alunos e contribua de forma autêntica para a sua formação enquanto cidadãos.

Um exemplo valioso foi noticiado pelo site de O Imparcial na semana passada. Em Presidente Venceslau, a professora de arte, Lucilene Regina de Oliveira Prieto França, da Escola Estadual Antônio Marinho de Carvalho Filho, teve a iniciativa de criar uma horta educacional dentro da unidade escolar com a colaboração de seus alunos. Os planos teriam de ser adiados com a chegada da pandemia, mas os estudantes decidiram dar continuidade à eletiva em casa, criando suas próprias hortas domésticas e fazendo o cultivo de hortaliças de sua preferência.

Ao botar a mão na massa, ou, nesse caso, na terra, os estudantes adquiriram aprendizados edificantes a partir de novas experiências em pleno distanciamento social, considerando que tomaram conhecimento sobre os processos de manejo da terra e cultivo de alimentos, além de compreender a importância da promoção de uma alimentação saudável. É disso que precisamos nessa nova rotina das crianças: práticas educativas que não cheguem apenas por chegar ou que sejam cumpridas apenas visando nota – mas que sejam absorvidas pelas crianças e adolescentes, ganhem o seu interesse e transformem positivamente o seu dia a dia. Trata-se de um desafio enorme, mas é perfeitamente possível, como demonstra este caso bem-sucedido de Venceslau.

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