A região de Presidente Prudente registra adesão de 251 mulheres ao auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica neste primeiro ano do programa da SEDS (Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo). No Estado, mais de 6 mil mulheres já foram atendidas, com investimento de R$ 16,5 milhões. Já na região, o investimento é de R$ 624 mil.
Os dados consolidados pela pasta são referentes ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026. A iniciativa chegou a 585 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.
O perfil das beneficiárias revela que a maioria está em plena fase economicamente ativa. A faixa etária mais representada é a de 30 a 39 anos, com 2.002 mulheres – 38,8% do total. Em seguida, aparecem as mulheres entre 40 e 49 anos (1.321 beneficiárias, 25,6%) e entre 20 e 29 anos (1.241 atendidas, 24,0%). Juntas, mulheres de 20 a 39 anos somam 3.243 beneficiárias, ou 62,8% do público atendido.
“A concentração nessa faixa etária reforça a importância da autonomia financeira como fator decisivo para romper o ciclo da violência e reconstruir trajetórias pessoais e familiares”, expõe a secretaria.
Criado pelo governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
“O auxílio-aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de poupança social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o Estado.
Onde buscar ajuda
Na assistência social:
Cras (Centros de Referência da Assistência Social), Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
Na saúde:
UBSs (Unidades Básicas de Saúde), PS (Prontos-Socorros) e hospitais;
Na segurança pública:
DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), DPs (Distritos Policiais) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
Nos órgãos do sistema de Justiça:
Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil.