Bovinos: Bem-estar aumenta produtividade e reduz perdas de carne

Cristiano Machado

COLUNA - Cristiano Machado

Data 25/06/2021
Horário 04:38

 “O bem-estar animal é essencial para evitar o estresse do gado e, consequentemente, sua improdutividade”. A declaração é da vice-diretora da FCAT (Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas), da Unesp (Universidade Estadual Paulista) campus de Dracena, Sirlei Maestá. “Ao contrário do que muitos pensam, o bem-estar animal não é só no curral, mas também no pasto. Se o animal não tem sombra, se a quantidade de água não é o suficiente e se tem pouco pasto, todos esses fatores, se mal administrados, desencadeiam estresse no gado e podem prejudicar e, muito, o resultado da atividade”, reforça. O bem estar animal e a responsabilidade ambiental estão entre as principais preocupações da pecuária brasileira, mais importante atividade animal do país com R$ 150 bilhões de valor bruto da produção; produção de 9,5 milhões de toneladas de carne por ano e exportação de 2 milhões de toneladas.
 

Alívio para o gado
 
O sombreamento tem grande importância em dias quentes, já que os animais preferem realizar suas atividades em locais mais frescos, como aponta a prof. Dra. Cristiana Andrighetto, vice coordenadora do Curso de Graduação em Zootecnia da FCAT / UNESP Dracena. “Em dias de temperaturas muito elevadas, a umidade cai, o clima fica muito seco e as árvores se tornam essenciais para os animais. Estudo realizado com a Apta (Agência Paulista de Tecnologias dos Agronegócios) de Andradina mostra que nas horas mais quentes do dia o sombreamento reduz a temperatura em até 6º graus celsius. As árvores podem fornecer esse alívio, além de auxiliar na captação dos gases emitidos pelos bovinos que contribuem com o efeito estufa. Após essa função econômico-ambiental, elas podem ser cortadas para aproveitamento da madeira. Isso deixa evidente quantos papéis relevantes as árvores têm na produção agropecuária”, explica a doutora Cristiana Andrighetto.
 
 

Manejo calmo
 
O correto manejo do gado do pasto até o curral também é essencial como fator antiestresse, uma vez que eventuais lesões sofridas pelo animal geram prejuízo para os produtores e para os frigoríficos, que têm de descartar as partes lesionadas e com abcessos. “O manejo deve ser calmo, sem agressões nos bovinos. Além disso, recomenda-se o uso de tronco de contenção de qualidade. Estudos mostram que, em média, 1/2 kg de carne é descartado por hematoma e de 40 gramas a 1/2 kg por abcessos vacinais. Isso nos leva a entender que o tronco ideal, o manejo bem feito no embarque, no transporte e na vacinação são positivos do ponto de visto de bem-estar animal, além de evitar perdas econômicas”, complementa Cristiana.
 

Proteção das carcaças
 
Elas participaram de live sobre esses importantes temas com José Dias Rossafa, gerente nacional de vendas da Coimma, líder em trocos e balanças para a pecuária. O gerente destaca que a empresa investe em equipamentos funcionais e modernos, que respeitam o bem-estar animal, como os troncos de contenção seguros, que evitam que os animais se movam. “Nossos troncos vêm com almofadas nas laterais e nas pescoceiras para proteger a carcaça e evitar eventuais contusões. A preocupação também é deixar os animais mais tranquilos e confortáveis”, menciona José Dias Rossafa.

 

"Mais do que uma parceria, as abelhas e o agronegócio representam maior lucro obtido por área de produção, seja pelo ganho em rendimento nas culturas que possuem alguma dependência por polinizadores ou nas que não possuem essa dependência, mas se beneficiam de sua presença”.
 

Heber Luiz Pereira é apicultor, doutorado em zootecnia, consultor da HP Agroconsultoria e do Colmeia Viva, programa do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal) no artigo intitulado "As abelhas e o agronegócio".
 


 

Itamar Borges conhece projetos da Apta Regional de Presidente Prudente

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, conheceu a Apta Regional de Presidente Prudente. Recepcionado pelo coordenador da agência, Sergio Tutui, diretor da Apta Regional, Daniel Gomes, a diretora da unidade de Presidente Prudente, Andreia Hirata, pesquisadores e técnicos, Itamar conheceu as pesquisas desenvolvidas na área de economia e desenvolvimento regional, batata-doce, hortaliças folhosas, maracujá, pitaya, romã, mandioca, pecuária de corte, sanidade animal e pastagens.
Este polo de pesquisa foi um dos locais de desenvolvimento das novas cultivares de batata-doce lançadas em evento com o governador, João Doria, nesta quinta-feira (24), e é onde será implantada a primeira unidade de transferência de tecnologia nesta área. O grupo visitou laboratório de fitotecnia, área com macaúba, mandioca para indústria e batata-doce. (Da AgriculturaSP)

Foto: O secretário da Agricultura de São Paulo, Itamar Borges, em visita de campo com técnicos da Apta

 

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