Cartórios passam a monitorar violência patrimonial contra idosos

Ao notarem algum indício de coação, funcionários deverão comunicar a situação à polícia, à Defensoria Pública ou ao Ministério Público

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 16/07/2020
Horário 10:20
ABr - Trabalho faz parte da campanha nacional Cartório Protege Idosos Foto: ABr - Trabalho faz parte da campanha nacional Cartório Protege Idosos

Os cartórios de todo o país passaram a monitorar tentativas de violência patrimonial ou financeira contra idosos durante a pandemia de Covid-19https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1311646&o=nodeA partir de agora, funcionários dos estabelecimentos estarão atentos aos procedimentos envolvendo antecipação de herança, venda de imóveis, movimentação bancária e de benefícios e qualquer outro caso relacionado a bens e recursos sem autorização do idoso. 

Segundo reportagem da Agência Brasil, o trabalho faz parte da campanha nacional Cartório Protege Idosos, promovida pela Anoreg/BR (Associação dos Notários e Registradores do Brasil). Ao notarem algum indício de coação do idoso durante procedimento no cartório, os funcionários deverão comunicar a situação à polícia, à Defensoria Pública ou ao MP (Ministério Público)

A medida foi adotada a partir da Recomendação 46, emitida no mês passado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Após receber informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sobre o aumento dos casos de violência nos últimos anos, o CNJ sugeriu a aplicação de medidas preventivas para a coibir a prática de abusos contra pessoas idosas. 

Os cartórios são fiscalizados pelo Judiciário.

Segundo os dados da pasta que foram enviados ao conselho, os casos de violência patrimonial contra idosos tiveram aumento de 19% em 2019. Em 2020, com o isolamento social, a situação pode ficar mais grave, de acordo com o CNJ.  O número faz parte do balanço mais recente das ligações feitas ao Disque 100, serviço telefônico para recebimento de denúncias de qualquer tipo de violência. 

Pelo Estatuto do Idoso, é crime apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. A pena é de 1 a 4 anos de prisão.

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