Saiba como denunciar violência doméstica na Delegacia Eletrônica

Polícia Civil disponibiliza manual com o passo a passo para que vítimas possam denunciar diferentes tipos de violência e solicitar medidas protetivas pela internet

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 08/05/2020
Horário 11:45
Reprodução - Atendimento virtual da Polícia Civil foi ampliado Reprodução - Atendimento virtual da Polícia Civil foi ampliado Imagem: Reprodução - Atendimento virtual da Polícia Civil foi ampliado

Desde abril já é possível registrar casos de violência doméstica e familiar contra a mulher pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica. O atendimento digital da Polícia Civil do Estado de São Paulo foi ampliado e agora, além de fazer o boletim de ocorrência online, as vítimas desse tipo de violência também podem solicitar medidas protetivas sem sair de casa. 

Para facilitar o acesso à ferramenta e orientar as mulheres, a instituição elaborou um manual virtual com o passo a passo para comunicar crimes dessa natureza à polícia, bem como pedir medidas para garantir sua segurança em relação aos agressores. 

Já nas primeiras páginas, o manual esclarece quais são os tipos de violência doméstica (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), quando e como eles acontecem.  “A violência contra a mulher não é só física! Muitas vezes, as vítimas não sabem que certos hábitos e atitudes de seus companheiros configuram crimes e que elas podem pedir ajuda à polícia”, esclarece Jamila Jorge Ferrari, coordenadora das DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) do Estado de São Paulo.

O manual também detalha todas as etapas para o registro do boletim de ocorrência eletrônico. Importante ressaltar que as vítimas não precisam dispor de todas as informações pessoais do agressor para concluir a comunicação do crime.

Algumas, no entanto, são fundamentais para a apuração dos fatos. Dentre elas, o grau de parentesco ou relacionamento com o agressor; local, horário e descrição da ocorrência; características do agressor; bem como sua vontade de solicitar uma medida protetiva e qual delas.

Com a ampliação do sistema, a Delegacia Eletrônica também permite o envio de fotos do agressor, de ferimentos causados por ele ou mensagens que ele tenha enviado. Ao final de todas as etapas, a vítima tem acesso ao boletim de ocorrência e declara se tudo está de acordo com o informado. Com tudo finalizado corretamente, ela recebe um protocolo de registro e é contatada pela Polícia Civil se necessário.

DELEGACIA

ELETRÔNICA

Criada no ano 2000, a delegacia eletrônica tem como objetivo incentivar e facilitar o registro de ocorrência pela população e, desde então, mais de 11 milhões de boletins já foram registrados pela plataforma.

Inicialmente, a ferramenta permitia o registro de ocorrências de naturezas específicas, o que mudou desde o mês de março, quando o sistema foi ampliado, possibilitando a comunicação de outros tipos de casos. No início de abril, outra melhoria incluiu na plataforma os registros de violência doméstica.

As iniciativas, que já estavam sendo estudadas para implementação, especialmente para combater a subnotificação, foram antecipadas para atender às recomendações das autoridades de saúde no combate ao Covid-19, evitando a aglomeração de pessoas nas unidades policiais.

O serviço é mais uma ferramenta disponibilizada para proteger as mulheres. O atendimento presencial prossegue normalmente nas 134 Delegacias de Defesa da Mulher do Estado, mas agora as vítimas desse tipo de crime têm a opção digital para buscar ajuda e se defender dos agressores.

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