A última quarta-feira, 15 de julho de 2026, ficará marcada como um momento de celebração para o setor produtivo. O Grupo Cocal foi laureado com o prestigiado título de "Indústria do Ano 2026". A cerimônia, organizada pela diretoria regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em parceria com a Acipp (Associação Comercial e de Inteligência de Presidente Prudente) e a Sicredi Rio Paraná, reuniu as principais autoridades e lideranças da região para homenagear a trajetória dos acionistas da família Garms: Iara, Carlos Ubiratan, Marcos Fernando e Evandro César Garms.
DO SONHO DE "CANAÃ" À VANGUARDA INDUSTRIAL
A história da Cocal, narrada com emoção pelo presidente da Acipp, Raul Audi, remonta às origens com o patriarca Carlos Arruda Garms e o alicerce fundamental de dona Almira Garms. O que começou em Paraguaçu Paulista, em uma fazenda chamada "Canaã" — palavra que, para o seu Arruda, simbolizava a terra prometida —, transformou-se em um gigante do agronegócio brasileiro.
Mais do que apenas produzir açúcar e álcool, a Cocal soube atravessar décadas de crises econômicas que derrubaram muitas outras empresas do setor. O segredo, segundo as falas da noite, foi uma combinação de gestão profissional, coragem para investir e, sobretudo, um respeito inabalável pelas pessoas. Como destacou o empresário Ubiratan Garms, "se nosso pai nos ensinou a construir uma empresa, nossa mãe nos ensinou a construir uma família".
A COCAL COMO "FONTE INDEPENDENTE" DE PROGRESSO
O presidente da Câmara Municipal, William Leite, fez um paralelo poético e contundente entre a indústria e a natureza. Para o parlamentar, o cenário ideal para a região seria uma "floresta" composta por inúmeras indústrias, onde cada uma alimentasse e protegesse a outra.
"Infelizmente, o nosso contexto, a nossa região, nós não temos uma floresta dessa forma. Aqui nós temos pouquíssimas árvores", pontuou Leite, lamentando a escassez de polos industriais. Nesse cenário, o presidente da Câmara destacou o papel singular da Cocal: "Ela tem andado na contramão desse cenário negativo. Ela age como uma fonte independente e, contra tudo e contra todos, vem crescendo e servindo como uma esperança. Com as poucas sombras que produz, ela gera expectativa e a esperança de que nosso cenário mude e melhore".
O prefeito de Presidente Prudente, Milton Carlos de Mello (Tupã), reforçou a gratidão regional: "Vocês fazem com que os olhares do Estado e do Brasil sejam centrados na nossa região. Além da tecnologia, vocês têm algo de diferente, que é o coração e o lado social de ajudar quem precisa".
SUSTENTABILIDADE: A COCAL COMO REFERÊNCIA NACIONAL
Um dos pontos mais celebrados durante a cerimônia foi o pioneirismo da empresa na transição energética. Através de uma visão de economia circular, a Cocal transforma resíduos em biometano, CO₂ industrial e energia limpa proveniente da biomassa. O presidente do Sicredi Rio Paraná, Jorge Guedes, ressaltou que a empresa é uma das mais inovadoras do Brasil, servindo de exemplo ao substituir o diesel pelo biometano em frotas pesadas — uma iniciativa que, segundo Itamar Júnior, colocou Presidente Prudente como uma cidade singular por possuir infraestrutura de gás encanado proveniente dessa tecnologia.
O IMPACTO TRANSFORMADOR NO OESTE PAULISTA
O diretor regional do Ciesp, Itamar Alves de Oliveira Júnior, em um discurso denso e detalhado, apresentou um verdadeiro raio-x do impacto transformador da Cocal. Segundo Itamar, analisar o desenvolvimento industrial do oeste paulista é, obrigatoriamente, analisar a trajetória da empresa, que promove desenvolvimento econômico e social em mais de 23 municípios, com destaque para Presidente Prudente, Paraguaçu Paulista e Narandiba.
Itamar resgatou números expressivos para ilustrar essa evolução: em 2008, o PIB de Narandiba era de R$ 98 milhões, período em que a falta de oportunidades causava a evasão da população. "Os dados mais recentes demonstram uma transformação notável: o PIB municipal alcançou cerca de R$ 896 milhões e o PIB per capita saltou de R$ 23 mil para mais de R$ 156 mil por habitante", detalhou o diretor do Ciesp. Para ele, esses indicadores são reflexos de uma visão estratégica aliada à coragem de investir e excelência na gestão.
SUSTENTABILIDADE COMO ESTRATÉGIA DE MERCADO
O diretor do Ciesp também enfatizou que o sucesso da Cocal é o resultado de uma visão de futuro que integra competitividade e preservação ambiental. Itamar Júnior celebrou o pioneirismo da empresa na transformação de resíduos — como a geração de biometano, CO₂ industrial, levedura e energia limpa — em produtos de alto valor agregado.
"A substituição do diesel pelo biometano em frotas pesadas e a geração de energia renovável são exemplos concretos de economia circular", afirmou Itamar, reforçando que a Cocal projeta a região do oeste paulista nacional e internacionalmente. O diretor fez questão de mencionar que a infraestrutura de gás encanado presente em Presidente Prudente é um privilégio proporcionado exclusivamente pela tecnologia da Cocal, um feito que, segundo ele, não existe em outros lugares do país.
SEGURANÇA JURÍDICA E O FUTURO
Itamar Júnior não deixou de atribuir o êxito industrial às condições estruturais que a região começou a construir, citando o papel fundamental da Lei Estadual 17.557/2022. Para o Ciesp, a regularização fundiária do Pontal do Paranapanema, conduzida com o esforço de lideranças como o ex-secretário de Agricultura Guilherme Piai, foi o divisor de águas para garantir investimentos de longo prazo.
"Temos a melhor fronteira agrícola do Brasil, excelente infraestrutura logística e mão de obra qualificada. Esses atributos, aliados à segurança jurídica, tornam nossa região um ambiente extremamente competitivo", concluiu Itamar, reafirmando que o título de Industrial Símbolo 2026 reconhece não apenas o sucesso empresarial, mas uma liderança que combina visão de longo prazo, responsabilidade social e compromisso inabalável com o desenvolvimento humano e econômico do oeste paulista.
UM COMPROMISSO COM AS FUTURAS GERAÇÕES
O evento foi também um momento de reflexão sobre o ambiente de negócios no Brasil. Apesar de o país enfrentar desafios de competitividade global, a Cocal provou que o planejamento de longo prazo e a segurança jurídica — reforçada por marcos como a Lei Estadual de Regularização Fundiária do Pontal do Paranapanema — permitem um crescimento consistente.
Ao encerrar a noite, Ubiratan Garms deixou uma mensagem clara sobre o papel da indústria: "Receber um legado é um privilégio, preservá-lo é uma responsabilidade e ampliá-lo para que sirva ainda mais pessoas é a missão da nossa geração". A homenagem não foi apenas um prêmio ao passado, mas um selo de confiança no futuro da família Garms e no potencial contínuo de prosperidade do oeste paulista.
A cerimônia foi encerrada com uma homenagem especial da Sicredi à regional do Ciesp pelos seus 73 anos de história, selando uma parceria que, unindo propósito e desenvolvimento, segue fortalecendo a indústria paulista.
FOTOS: RODRIGO BATISTA

ITAMAR OLIVEIRA JUNIOR, DIRETOR REGIONAL DO CIESP: “O SUCESSO DA COCAL É O RESULTADO DE UMA VISÃO DE FUTURO QUE INTEGRA COMPETITIVIDADE E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL”

JORGE GUEDES, PRESIDENTE DO SICREDI RIO PARANÁ: “A EMPRESA É UMA DAS MAIS INOVADORAS DO BRASIL”

RAUL AUDI, PRESIDENTE DA ACIPP: “A COCAL É UM GIGANTE DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO”

WILLIAM LEITE, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL: “A COCAL GERA EXPECTATIVA E ESPERANÇA”

MILTON MELLO, PREFEITO MUNICIPAL DE PRUDENTE: “ALÉM DA TECNOLOGIA, VOCÊS TÊM ALGO DE DIFERENTE, QUE É O CORAÇÃO E O LADO SOCIAL DE AJUDAR QUEM PRECISA”

PLATEIA DO EVENTO DE QUARTA-FEIRA NO AUDITÓRIO DO SICREDI RIO PARANÁ

CARLOS UBIRATAN GARMS: "RECEBER UM LEGADO É UM PRIVILÉGIO, PRESERVÁ-LO É UMA RESPONSABILIDADE E AMPLIÁ-LO PARA QUE SIRVA AINDA MAIS PESSOAS É A MISSÃO DA NOSSA GERAÇÃO"

FAMÍLIA GARMS REPRESENTADA NO EVENTO