Comunique em vida à família, caso queira doar seus órgãos

EDITORIAL -

Data 31/10/2021
Horário 04:20

Se doar ao outro é um dos maiores atos de amor que existem. E, diferentemente do que muitos pensam, para ajudar o próximo não é preciso dar dinheiro ou coisas materiais. Doar o tempo talvez seja ainda mais relevante, pois este sim é cada vez mais precioso. Mas, e quando o tempo aqui neste plano já se esvaiu? Ainda assim é possível se doar ao outro, em um dos gestos mais solidários que pode existir: a doação dos órgãos.

Trata-se, certamente, de um momento extremamente doloroso para os familiares, aos serem informados da morte cerebral de seu ente querido, se concordam em doar seus órgãos a desconhecidos. Por isso é tão importante comunicar à família, deixando bem claro, ainda em vida, se possui essa vontade.

Nesta semana, o perito criminal Sérgio Camilo Sicardi Buongiovani, de 42 anos, teve morte cerebral, após um acidente de trânsito na Rodovia Prefeito Homero Severo Lins (SP-284), em Martinópolis, na tarde do dia 20 de outubro. Segundo a família, em vida Sérgio havia demonstrado o desejo de praticar o gesto. Foi então montada uma força-tarefa para a destinação dos órgãos, sendo que seis pessoas que esperam por transplantes foram beneficiadas.

Portanto, mesmo que seja um assunto delicado, pois a morte continua sendo um tabu, tire um tempo e converse seriamente com seus familiares, caso tenha a vontade em doar seus órgãos, quando sua missão aqui neste plano já tiver sido cumprida. Esse último gesto representará muito para outras pessoas, que, muitas vezes, esperam há anos na fila de transplantes.

 

 

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