Conversão pela educação

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 20/03/2022
Horário 05:35

Este tempo da Quaresma que estamos celebrando tem um forte apelo de conversão para a nossa vida pessoal. Precisamos acreditar que a conversão sempre é possível, lembrando que os tribunais humanos julgam sempre um homem que não existe mais: não consideram aquilo que ele pode tornar-se, mas o fixam no momento do seu crime. Deus pai misericordioso deixa sempre uma possibilidade de salvação àqueles que são considerados culpados. Ele é vida e amor, e quer que nós vivamos no amor. A todos ele dá a oportunidade da conversão pessoal; o pecador pode converter-se enquanto estiver vivo, e obter de Deus, pela sua misericórdia a justificação. Da mesma forma, o justo também pode pecar. Deus respeita a liberdade de cada um, desde a criação do mundo. Mas com seu amor de Pai misericordioso, Ele constantemente nos convida à conversão. Deus não nos julga por aquilo que fomos, mas por aquilo que somos. No seu tribunal é sempre possível libertar-se do peso do passado e salvar a vida, porque Deus quer que o homem viva. Por isso é importante a conversão. “Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá” (Ez 18,21). Quando Jesus começou a anunciar o Reino de Deus, revelando o rosto da misericórdia do Pai, muitos se sentiram incomodados. O passar da antiga à nova aliança faz crescer a liberdade do homem, mas somente em função de um amor maior. Por isso, as exigências da caridade se tornam mais fortes. Sem ela o culto a Deus não pode ser autêntico. “Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta” (Mt 2,24). Jesus afirma que por se tratar de uma nova justiça é necessário transcender ou superar aquela dos escribas e fariseus. O processo de educação, que prepara a pessoa para o convívio na comunidade, com direitos, deveres e responsabilidades, também precisa passar por um profundo processo de conversão. (Fonte: www.cnbb.org.br/transfigurados-em-cristo/).

MINI SERMÃO:

3º Domingo da Quaresma (Lc 13,1-9)

 

Chance! Deus nos dá chance! Nós damos sentenças! Deus ouve, vê, desce e liberta. Nós ouvimos, vemos, julgamos e escravizamos. Que o Senhor não se canse de nos dar chances, para um dia, encontrar em nós frutos do Amor. Não sejamos igual a Judas, que tramava a traição em meio ao sacrifício do Sangue do Senhor. Tristeza é o Senhor procurar frutos em nosso coração e não encontrar. O nosso orgulho e dureza de coração são as causas de nossa esterilidade. Que Jesus cave a dureza de nossos corações com a ferramenta do Amor, para evitar que a raiz do pecado se afunde e se esconda na terra. Que o adubo aos nossos pés seja a humildade. Sejamos uma figueira plantada no coração de Deus.   (Autor: padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau.

 

Missas

Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matriz;                                                                          

Domingo: às 07h - Capela São Judas Tadeu, às 08h30 - Capela Nosso Senhor do Bonfim, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz

 

 

MENSAGEM DO PAPA:

O que representa esta parábola? O que representam as personagens desta parábola? O dono representa Deus Pai e o vinhateiro é imagem de Jesus, enquanto a figueira é símbolo da humanidade indiferente e árida. Jesus intercede junto do Pai a favor da humanidade — e fá-lo sempre — pedindo-lhe para aguardar e conceder ainda mais tempo, a fim de que ela possa produzir os frutos do amor e da justiça. A figueira que o dono da parábola quer extirpar representa uma existência estéril, incapaz de doar, incapaz de praticar o bem. É símbolo de quem vive para si mesmo, satisfeito e tranquilo, instalado nas próprias comodidades, incapaz de dirigir o olhar e o coração para quantos estão ao seu lado em condições de sofrimento, pobreza e dificuldade. A esta atitude de egoísmo e de esterilidade espiritual, contrapõe-se o grande amor do vinhateiro em relação à figueira: pede ao dono que espere, ele tem paciência, sabe esperar, dedica-lhe o seu tempo e o seu trabalho. Promete ao dono que terá um cuidado especial para com a árvore infeliz. E esta similitude do vinhateiro manifesta a misericórdia de Deus, que nos concede um tempo para a conversão. Todos temos necessidade de nos converter, de dar um passo em frente, e a paciência de Deus, a misericórdia, acompanha-nos nisto. Não obstante a esterilidade, que às vezes marca a nossa existência, Deus tem paciência e oferece-nos a possibilidade de mudar e fazer progressos no caminho do bem. Mas a dilação implorada e concedida na expetativa de que a árvore finalmente frutifique indica também a urgência da conversão. Podemos pensar nesta Quaresma: o que devo fazer para me aproximar mais ao Senhor, para me converter, e “cortar” o que não está bem? (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019).

 

Padre Rafael Moreira Campos

Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP

"Ouse ser o melhor. Ame!"

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Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000

 

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