Créditos de Carbono do RenovaBio

Crédito de carbono é um certificado eletrônico que é emitido quando há diminuição de emissão de gases que provocam o efeito estufa, gerador de aquecimento global. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido para a atmosfera. Os créditos de carbono são considerados commodities (mercadorias negociadas com preços estabelecidos pelo mercado internacional). 
Em 25 de junho de 2020, duas operações foram concluídas na Bolsa de Valores, envolvendo créditos de carbono do RenovaBio (CBios) e 4.000 créditos foram negociados a R$ 15 por título, equivalente a US$ 2,77 no câmbio de R$ 5,40 por dólar. Contudo, a B3 não identifica emissores e compradores de CBios. As distribuidoras por sua vez são os principais compradores, pois precisam comprovar a aquisição de CBIOs, conforme o rateio das metas anuais, proporcional à venda de combustíveis fósseis. 
Atualmente, as metas do RenovaBio para 2020 estão em revisão, diante da crise provocada pela Covid-19. A pandemia afetou, especialmente, a demanda por etanol hidratado e gasolina, mas também causou distúrbios no diesel e biodiesel. O governo está propondo um corte de 50% na meta para o ano relativo a 2020 e sobras de 2019, quando o programa não estava totalmente em operação. 

Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido para a atmosfera

Um valor que vinha sendo precificado pelo mercado para os créditos de carbono do RenovaBio era da ordem de US$ 10 por CBio. Foi o valor escolhido para a operação simbólica feita pela Datagro. Em nota, a consultoria afirmou na época que os CBIOs seriam utilizados para neutralizar as emissões de carbono relacionadas aos eventos realizados em 2020. A compra foi feita por meio da Datagro Conferences, por R$ 50, equivalentes a US$ 9,92 no câmbio do dia da operação. 
Os créditos foram negociados com a Adecoagro, que produz etanol e tem usinas no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A escrituração foi feita por meio do Santander. Todavia, segundo a Datagro, na mesma semana da operação, na Califórnia, cada tonelada de carbono relacionada ao programa Low Carbon Fuels Standard foi negociada pelo valor de US$ 212 dólares. 



 

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