Danos do tabaco à saúde motivam ação na Praça Nove de Julho

Para conscientizar a população, Unimed promove o evento “Cigarro Incomoda” amanhã; pneumologista explica malefícios do tabagismo, sendo o pior deles o câncer no pulmão

PRUDENTE - ANDRÉ ESTEVES

Data 28/08/2018
Horário 07:10
José Reis - Paulo Mazaro diz que lesões causadas por enfisema são irreparáveis
José Reis - Paulo Mazaro diz que lesões causadas por enfisema são irreparáveis

Com o objetivo de conscientizar a população, sobretudo os fumantes, a respeito dos malefícios do tabagismo, a Unimed de Presidente Prudente promove na manhã de amanhã, das 10h às 13h, na Praça Nove de Julho, a ação “Cigarro Incomoda”, com direito a esquete teatral e distribuição da cartilha Viver Bem sobre o assunto. De acordo com o médico pneumologista Paulo Roberto Mazaro, embora as estatísticas apontem para queda no número de fumantes no país, as doenças decorrentes do consumo do tabaco ainda consistem em um problema de saúde pública.

O especialista aponta que a pior delas continua sendo o câncer de pulmão, cujas manifestações são “extremamente agressivas e resultam em altos índices de mortalidade”. Em segundo lugar, estão os enfisemas, que acarretam na destruição progressiva dos pulmões. “Nesse sentido, os fumantes entram em um caminho sem volta, pois não conseguem recuperar essa perda. Quando abandonam o cigarro, ocorre a estabilidade, mas as lesões até então causadas são irreparáveis”, explica.

Paulo destaca ainda a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), caracterizada pela associação entre o enfisema e a bronquite crônica, e as doenças que acometem as artérias, considerando que o tabaco reduz o “colesterol bom” e eleva o “colesterol ruim”, aumentando, consequentemente, a incidência de derrames e infartos.

Para contornar o problema, o médico enfatiza que Prudente já dispõe de uma gama de serviços que dão suporte aos tabagistas, seja na rede pública seja na privada. “Há também uma série de medicamentos que ajudam – e muito – a pessoa a parar de fumar. Por mais que ela ache que não conseguirá, as chances existem e são altas”, completa.

Defende, no entanto, que antes de remediar, o melhor modo é prevenir. Paulo aponta que o vício é movido pela curiosidade de experimentar o cigarro e, normalmente, começa durante a adolescência, quando o jovem é influenciado por alguém do seu círculo de amigos ou até mesmo no ambiente doméstico.

Uma vez que a composição do cigarro inclui a nicotina, substância que estimula a produção de serotonina no cérebro, este adolescente tem uma sensação de bem-estar muito grande e volta a fumar para repeti-la. O primeiro contato se torna, portanto, um hábito e, mais tarde, uma dependência química. Por esta razão, a orientação é ensinar o jovem a nunca começar. “Pois, a partir do momento em que ele começa, a luta para abandonar o vício, embora possível, é árdua”, relata o especialista.

Em uma casa onde os pais fumam, o pneumologista aconselha que eles não fumem na presença dos filhos, não só para não transmitir o mau exemplo, mas evitar que essas crianças ou adolescentes se tornem fumantes passivos. “Diversas escolas do mundo já demonstraram que as pessoas que convivem com fumantes estão expostas aos mesmos perigos”, pontua.

SAIBA MAIS

A Unimed de Prudente disponibiliza um serviço gratuito exclusivo para os beneficiários. Trata-se do programa “Pare de fumar”, que faz parte da medicina preventiva e oferece avaliação e acompanhamento psicológico e médico se necessário. Para saber mais a respeito e fazer a inscrição, basta acessar o site unimedprudente.com.br.

Veja também