Das ruas às Olimpíadas, skate quebra preconceitos e faz boa estreia em Tóquio!

EDITORIAL -

Data 28/07/2021
Horário 04:15

Todo mundo tem seus esportes favoritos. Aquele que mais se identifica, algum que já praticou quando criança ou outro que seu ídolo fez história competindo. Adiada por conta da pandemia, as Olimpíadas de Tóquio 2020 começou há uma semana e tem agitado as torcidas, principalmente nas redes sociais. Há muita gente, inclusive, ficando acordada de madrugada na expectativa de medalhas. Uma das novidades nesta edição, além das restrições como forma de evitar a contaminação por Covid-19, é a inclusão de novas modalidades. Uma tentativa, com sucesso, de atrair um público mais jovem para (participar e assistir) o evento...
Com 12 brasileiros participantes, sendo seis homens e seis mulheres, o skate é uma delas e já começou surpreendendo. Na madrugada de domingo, Kelvin Hoefler, 27 anos, foi o primeiro atleta a conquistar uma medalha para o Brasil. O paulista de Guarujá alcançou o segundo lugar da prova de skate street masculino e ficou com a prata. Na ocasião, disse que a vitória e aquele pódio representavam o skate brasileiro, a garra e a persistência de todo o grupo.
E não parou por aí. Aos 13 anos, com sorriso metálico e jeito de criança, a atleta maranhense, Rayssa Leal, conhecida como “Fadinha”, tornou-se a medalhista mais jovem da história do país, ao faturar a prata na categoria street do skate, na madrugada de segunda. Em 24 horas, após a façanha, a menina de sorriso fácil e muito gingado, conquistou milhões de seguidores no Instagram. Com certeza, será inspiração para muitas crianças e adolescentes. Já mostrou que skate não é só para meninos. Que quem tem um sonho, basta acreditar e lutar para alcançá-lo. E isso pode começar desde cedo...
Do ponto de vista esportivo, o skate também se encaixou muito bem no programa olímpico - muitos tinham receio em relação a como seria a pontuação, o sistema de julgamento e o formato do torneio. Mas foi incluído no evento sem disputas longas ou regras complicadas. Vai bem ao encontro do que o COI (Comitê Olímpico Internacional) busca para o rejuvenescimento da audiência dos Jogos. Além de ser uma ótima oportunidade, claro, de levar o esporte aos leigos.
O futebol, a natação e o vôlei são algumas das modalidades mais populares. Já caíram no gosto do público. Mas existem inúmeras outras, com poucos investimentos, que também merecem atenção. Ainda lidamos no país com problemas de infraestrutura, falta de patrocínio e até de programas que divulgam o esporte. O ensino dele nas escolas também pode ser melhorado.
Resumindo, só o talento dos atletas não basta. A missão de levar o nome da cidade pelo Brasil requer paciência, apoio, incentivo e o grito da torcida!
 

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