A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Presidente Prudente, por meio da UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses), realiza nesta quinta-feira o primeiro plantão do ano para microchipagem de cães e coleta de sangue destinada ao diagnóstico da leishmaniose. Durante a ação, os agentes também orientarão os responsáveis sobre boas práticas de cuidado e prevenção da doença.
O atendimento é voltado a cães com mais de seis meses de idade e acontece das 8h30 às 11h e das 14h às 16h, na área verde da Rua César Audi, no bairro Jequitibás II. Para participar, os responsáveis devem levar seus animais com guia ou em caixas de transporte, dentro do horário estabelecido.
A leishmaniose é uma doença silenciosa e grave, que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos. Em 2025, Prudente confirmou 362 casos de leishmaniose canina, sendo 10 importados, além de três casos da forma visceral em humanos.
A melhor forma de prevenir a leishmaniose é manter os quintais sempre limpos, evitando locais que possam servir de abrigo para o mosquito transmissor, como folhas secas, restos de frutas, entulho e matéria orgânica acumulada.
Os responsáveis também podem utilizar a coleira repelente com deltametrina a 4%, que ajuda a proteger os cães contra o mosquito transmissor da doença, conhecido como mosquito-palha. A adoção dessas medidas simples contribui para reduzir a proliferação do inseto e proteger a saúde dos animais e da população.
Os registros de leishmaniose em humanos durante 2025 ocorreram nos bairros Residencial Monte Carlo, Alto da Boa Vista e Jardim Santa Clara. Em todos os casos, os pacientes foram tratados e estão fora de perigo.
A coleta de sangue visa a testagem da leishmaniose. De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida por meio da picada de insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Eles são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados e, depois, picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da doença.
Já a microchipagem visa a identificação dos animais domésticos, contribuindo para minimizar o abandono. Com isso, caso seja recolhido nas ruas pelo município, o pet poderá ter o seu tutor identificado por meio do microchip.