Para um arquiteto, a Itália não é apenas um país; é um museu a céu aberto onde cada esquina ensina sobre proporção, história e humanidade. Foi sob esse olhar de busca contínua por conhecimento que a arquiteta Cristiana Pasquini decidiu atravessar o oceano. O objetivo era claro: complementar estudos e elevar o seu "fazer arquitetônico" a um novo patamar de excelência.
O ponto de chegada não poderia ser mais emblemático. Cris, como é conhecida, foi aceita na prestigiada Fundação Renzo Piano, em Gênova. Para quem vive de projetos, o nome dispensa apresentações: Renzo Piano é um dos maiores arquitetos vivos do mundo, italiano de Gênova e vencedor do Prêmio Pritzker — o "Nobel da Arquitetura" —, além de ser o responsável por obras icônicas como o Centro Pompidou, em Paris, e o edifício The Shard, em Londres. Ter acesso ao universo criativo de Piano é o sonho de qualquer profissional que busca unir técnica rigorosa e poesia estrutural.
IMERSÃO ENTRE O LEGADO E A TÉCNICA
A experiência vivida por Cristiana foi estruturada em um ambiente de alto nível intelectual. A Fundação Renzo Piano opera sob a organização técnica e curatorial do renomado Politécnico de Milão, uma das universidades mais importantes da Europa. É esta instituição que cuida do vasto acervo do mestre e que atua como a guardiã responsável por acolher e orientar os profissionais de diversas partes do mundo que buscam, como Cris, compreender o método por trás das grandes obras.
Mais do que observar plantas e maquetes, a estadia na Itália foi um exercício de absorção cultural. "Foi um tempo de lapidar o olhar, de entender como as grandes ideias se tornam concreto e vidro, mantendo a sensibilidade", relata a arquiteta, que retorna à sua rotina profissional em Presidente Prudente com uma bagagem renovada, pronta para aplicar a precisão técnica e a visão global que só uma imersão na fonte original da arquitetura pode oferecer.
GRATIDÃO E NOVOS HORIZONTES
Uma conquista desta magnitude nunca é solitária. Ao refletir sobre sua passagem pela Itália, Cristiana faz questão de pontuar os alicerces que sustentaram essa jornada. Ela estende seu profundo agradecimento à Fundação Renzo Piano pela acolhida e, de maneira especial, à equipe do Politécnico de Milão, na figura de Nicoletta Durante, cuja organização foi fundamental para o sucesso da estadia.
A arquiteta também dedica um reconhecimento carinhoso à sua orientadora, Anália Amorim, que a acompanhou de perto em cada etapa desta decisão, e à sua amiga Aline Nunes, parceira de jornada e incentivo. Agora, o desafio de Cristiana Pasquini é traduzir essa vivência em projetos ainda mais humanos, inovadores e conectados com o que há de mais contemporâneo no cenário mundial da arquitetura. O traço mudou, a técnica se aprimorou, mas o compromisso com a beleza e a funcionalidade segue, agora, ainda mais forte.