Deinter-8 comanda operação interestadual e prende 5

“Trapos de Luxo”: vítimas de grupo criminoso são proprietários de lojas de roupas de determinadas marcas e grifes; prejuízo inicial é superior a R$ 1 milhão

REGIÃO - OSLAINE SILVA

Data 21/10/2021
Horário 19:27
Foto: Polícia Civil de Prudente
Duas mulheres foram presas em flagrante em um condomínio de Curitiba, onde os policiais localizaram roupas subtraídas
Duas mulheres foram presas em flagrante em um condomínio de Curitiba, onde os policiais localizaram roupas subtraídas

Operação deflagrada nos Estados do Paraná (PR) e Santa Catarina (SC) pela Polícia Civil, coordenada pelo Deinter-8 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), da região de Presidente Prudente, na manhã desta quinta-feira, com apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo, denominada “Trapos de Luxo”, revela grupo criminoso estruturado e de perfil empresarial, responsável por furtos ocorridos nos últimos meses na região da capital do oeste paulista, com prejuízo inicial superior a R$ 1 milhão. Cinco pessoas foram presas na ação, sendo três homens, por prisão temporária decretada pelo Poder Judiciário de Junqueirópolis, e duas mulheres em flagrante delito em um condomínio de Curitiba (PR), onde os policiais localizaram roupas subtraídas em uma das lojas da região de Prudente. A prisão das duas causou surpresa em alguns moradores, que não desconfiavam da rotina do grupo. Outras duas pessoas permanecem foragidas.
As vítimas desse grupo criminoso são proprietários de lojas de roupas de determinadas marcas e grifes. O nome da operação decorre da denominação de uma pessoa jurídica criada pelo grupo para distribuir roupas de grife em vários Estados, principalmente a partir do Paraná e Santa Catarina. A empresa atualmente está desativada.
Até o momento, parte das mercadorias foi recuperada (cerca de 300 peças de roupas e acessórios), um veículo apreendido, que era utilizado pelo grupo criminoso nos deslocamentos à região de Presidente Prudente, assim como estão sendo rastreados bens para cumprir a atual pauta da Polícia Civil de recuperação de ativos.
As provas angariadas na operação desta quinta serão compartilhadas para o completo suporte probatório de todos os inquéritos policiais e consequentes instruções processuais pertinentes às infrações criminais perpetradas pelo grupo nos três Estados.

Trabalho conjunto

Além de definir o perfil empresarial, a seleção de vítimas e tipo de roupas de interesse as investigações da Polícia Civil, que duraram sete meses e envolveu tecnologia e emprego de diligências em três Estados, também identificaram que crimes idênticos e arquitetados pelo mesmo “grupo criminoso empresarial” foram praticados em Jaguariaíva (PR) e Turvo (SC). As ações desta quinta-feira foram realizadas por 40 policiais civis da região de Prudente, nas cidades de Curitiba (PR); Fazenda Rio Grande (PR); Rebouças (PR); Rio Azul (PR); Itapema (SC); e Canoinhas (SC).

Prejuízo no oeste paulista

Os trabalhos de investigações foram concentrados em inquérito policial em Junqueirópolis (SP), que contou com fragmentos de inteligência e de investigações da Delegacia de Polícia de Presidente Epitácio. Em ambas as comarcas ocorreram grandes furtos a esse tipo de estabelecimento comercial, além de outras incursões do grupo criminoso em Pacaembu, Presidente Venceslau, Rancharia, Teodoro Sampaio, e Santo Anastácio. Em somente uma das lojas, o prejuízo ultrapassou R$ 200 mil, e em outra foram subtraídas 400 calças de uma marca. Em Junqueirópolis, o mesmo grupo praticou dois furtos. 
As investigações ainda revelaram que a maior parte do material subtraído é reintroduzido na economia formal e que todas as roupas eram comercializadas e adquiridas por pessoas comuns, por meio de outros estabelecimentos. Parte das roupas era distribuída ainda para comércio nas denominadas feiras de praia, especialmente em Itapema (SC), região de meia praia e Balneário Camboriú (SC). 

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