Duro com duro não faz bom muro

“Duro com duro não faz bom muro” é um provérbio popular muito significativo e muito oportuno, quando o relacionamos à contemporaneidade. Olhando em direção ao horizonte dos fatos atuais, é notório pensar, que está faltando no ser humano a poesia. “Em ruas de história e concreto, cores de um passado que não se apaga. O novo e o velho, um abraço, um mosaico de vidas, um lugar. Nessas praças, o tempo respira, sussurros de quem veio antes. Crisálidas de sonhos e lutas, renascem em cada gesto, em cada canto. Somos a mistura, a fusão, o ontem e o hoje, em harmonia. Nessas ruas, o amor pulsa, um legado vivo, uma sinfonia”. 
Está aí, a essência do tema de forma poética. Até o Meta AI se poetiza, olhem só, aonde chegamos. E você?  Vamos nos poetizar. Poetizar-se é preciso e preciso. Tente edificar o muro só com areia fina, cimento, areia grossa e tijolos. Não permanecerá pedra sobre pedra. Sabemos que precisará de elementos moles: a água. Pensando na água, lembrei-me dê toda a sua importância. Não sobreviveremos em sua ausência, mas também associei com infiltração e o que ela ocasiona em uma casa. Vai deteriorando tudo ao seu redor, criando um ambiente úmido ideal para a proliferação de fungos (mofo e bolor), resultando em manchas escuras, odores desagradáveis, descascamento de pinturas e danos estruturais como eflorescências. 
Assim é um relacionamento em que há ausência de diálogos, respeito, amor, sensibilidade, compaixão e verdade. Há somente violência e invasão ou infiltração da barbárie. Só há o duro e não temos mais o mole. “Eu sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, esvazio-me de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos” (Clarice Lispector). Onde estão as emoções, há somente atuações, culminando em assassinatos, suicídios, corrupções e mentiras?  Duro com duro não faz bom muro! Poetize-se!
 

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