A região de Presidente Prudente possui seis dos 94 municípios brasileiros mais próximos da universalização do saneamento básico. É o que aponta o Ranking Abes da Universalização do Saneamento 2026, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.
São eles: Pirapozinho; Presidente Prudente; Regente Feijó; Salmourão; Taciba; e Tarabai.
O levantamento avaliou 2.558 municípios, que reúnem cerca de 80% da população do país e incluem todas as 27 capitais, com base em dados de 2024 do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico).
A categoria “Rumo à universalização”, a mais alta das quatro definidas pelo estudo, enquadra os municípios com nota geral igual ou superior a 489, em uma escala que vai até 500 pontos.
Nacionalmente, apenas 3,76% dos municípios foram classificados nessa categoria. Além das 81 cidades de São Paulo, outros Estados que aparecem no topo são Paraná (8 cidades), Minas Gerais (3), Santa Catarina (1) e Goiás (1).
Ao todo, o Estado teve 599 municípios avaliados, com mais da metade nas duas faixas superiores do ranking e nenhum classificado no pior nível.
Das seis únicas cidades do país que alcançaram a pontuação máxima, de 500 pontos, todas são de São Paulo: Leme, Jales, Santópolis do Aguapeí, Paranapuã, Cardoso e Gastão Vidigal. Com exceção de Leme, todas são atendidas pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
Conforme o governo de São Paulo, com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029, quatro anos antes do prazo previsto no Marco Legal.
Para isso, estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, parte dos R$ 260 bilhões contratados para toda a concessão, que se estende até 2060.
"Em 2025, primeiro ano completo sob controle privado, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões, ante R$ 6,9 bilhões em 2024. Foi o maior aporte anual da história da companhia e representou alta de 120%", aponta o Estado.