"Enem 2016 foi o mais difícil”, dizem estudantes

Participantes relatam as dificuldades, impressões e opinam sobre o tema da redação; exame foi aplicado sábado e domingo

PRUDENTE - ANDRÉ ESTEVES

Data 08/11/2016
Horário 08:00
 

O Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) foi encerrado neste domingo com a participação de 5,8 milhões dos 8,3 milhões de brasileiros inscritos. Em Presidente Prudente, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), foram 15.945 candidatos habilitados para as provas. O instituto divulgou para a reportagem que não possui ainda o balanço de comparecimento e o índice de abstenção específicos do município.

Jornal O Imparcial Provas movimentaram universidade neste fim de semana

Os estudantes que já haviam feito o exame em edições anteriores encontraram mais dificuldades este ano, como é o caso das jovens Caroline Mendonça, 17 anos, Andressa Soler, 17 anos, e Mainara Screpanti, 19 anos. Caroline achou a prova "bastante extensa, como de costume" e com um "nível de dificuldade bem maior do que nos anos anteriores". Ela conta que vai usar a sua nota final para tentar entrar em uma universidade, caso alcance a nota de corte estabelecida para o curso que deseja. "As questões que achei mais difíceis foram do campo das exatas, mas os exercícios eram, na verdade, cansativos em todas as disciplinas. Eles complicam coisas que podiam ser mais diretas, parece até que é para deixar a gente desesperada", expõe a estudante.

Andressa, por sua vez, sentiu que as provas estavam mais complicadas e extensas e com menos questões "óbvias". Em seu segundo ano no Enem, ela aponta que as questões de Língua Portuguesa foram mais complexas e que as disciplinas de Física e Química continuam sendo seu maior desafio. Ainda para Mainara, este foi o Enem mais difícil que já fez. "Talvez seja porque já terminei a escola há dois anos e não faço mais cursinho pré-vestibular, então as matérias não estavam mais frescas. Mas, como toda vez, a prova é muito extensa, causando bastante cansaço", avalia. Seu dilema também continua sendo as exatas. "Sempre tive dificuldades com números e, esse ano, novamente, foram as questões mais difíceis para mim", ressalta. Caso consiga uma boa nota, a estudante vai tentar ingresso em uma universidade pública.

Sobre a redação, o tema estipulado para esta edição foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". Os participantes tiveram que escrever um texto dissertativo-argumentativo, com, no máximo, 30 linhas, desenvolvido a partir de uma situação-problema e de textos de apoio. O assunto agradou as estudantes ouvidas. Carolina achou o tema fácil, visto que esperava algo no campo da política ou associado ao desastre em Mariana (MG). "Eu aguardava alguma coisa desse tipo, mas, como em todo ano, foi um tema incerto", destaca.

Andressa também aprovou o assunto, contudo, encontrou dificuldade para elaborar uma intervenção concreta ao final da redação. "Como se faz para acabar com uma população preconceituosa? Apenas podemos incentivar as pessoas a se respeitarem. Diante desse problema, acabei explicando mais de onde vem esse preconceito – da época das caravanas de catequização – do que apresentando uma solução", denota. Mainara, por sua vez, não esperava a temática, mas a achou adequada. "Considero um assunto muito atual e bastante debatido", pontua.

 

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