Os dados sobre o crescimento do varejo em 2025 ainda não estão disponíveis, mas a expectativa é de 5%, informou o presidente da Acipp (Associação Comercial e de Inteligência de Presidente Prudente), Raul Audi Junior. Segundo ele, a expectativa é que esse percentual se confirme. “O varejo paulista teve um ano muito positivo em 2024, com crescimento de 9,3% e o faturamento bruto de R$ 1,42 trilhão, um recorde histórico. Já em 2025, a projeção era de um crescimento de 5% e, embora os dados sobre esse período ainda não estejam consolidados, a expectativa é que esse número se confirme. Inflação alta, juros elevados e crédito caro dificultaram o desempenho do setor. Consideramos que este seja também o cenário de Presidente Prudente”.
Para 2026, as expectativas para o varejo no Estado de São Paulo são de crescimento mais moderado. “Além dos fatores já citados, teremos o impacto negativo dos feriados em dias úteis. A Fecomercio-SP [Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo] estima que o comércio deixará de faturar cerca de R$ 17 bilhões”, ressalta Raul.
Quanto às contratações, o presidente da Acipp espera que o comércio continue gerando vagas de trabalho, seguindo a tendência positiva observada no ano passado e considerando as projeções de crescimento para o setor em 2026, ainda que moderadas. “A Acipp seguirá atuando em favor do crescimento e da sustentabilidade dos negócios. A cada ano, sentimos a importância e os bons resultados desse trabalho para o desenvolvimento do nosso varejo local”.
Para o presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Presidente Prudente e Região), Vitalino Crellis, o comércio da cidade superou as vendas em 2025. “Em conversa com lojistas e funcionários, o comércio local superou as vendas no ano passado, principalmente nos meses de outubro, novembro e dezembro, levando em consideração as datas comemorativas como Dia das Crianças, Natal e ano-novo. Além disso, as ofertas e descontos no mês de novembro, com a Black Friday, teve grande demanda nas vendas em lojas de eletrodomésticos e móveis”.
Para 2026, o Sincomércio acredita em crescimento para o setor. “O governo do Estado de São Paulo publicou o decreto que dispõe sobre a possibilidade dos contribuintes que exercem a atividade de comércio varejista parcelarem o ICMS devido pelas saídas [vendas] de mercadorias promovidas no mês de dezembro. A iniciativa contribui com a possibilidade de parcelamento das vendas de dezembro de 2025 para os meses de janeiro e fevereiro de 2026, facilitando os pagamentos”.
Sobre a abertura de novas oportunidades de trabalho no setor, o presidente do Sincomércio acredita que neste início de ano os lojistas devem optar pela cautela. “A tendência é que os comerciantes sejam cautelosos durante o início de 2026, principalmente agora em janeiro por conta das altas dívidas da população como IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], IPVA [Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor], férias. As oportunidades de trabalho devem melhorar a partir deste mês de fevereiro”.
Fotos: Cedidas

Raul Audi Junior espera que comércio continue gerando vagas de trabalho, seguindo tendência positiva observada no ano passado

Vitalino Crellis acredita em crescimento para setor neste ano de 2026