Exercícios e esportes na “praia”

Jair Rodrigues Garcia Júnior

Uma ou duas vezes por ano, pisar na areia da praia trás sensações agradáveis. E muitos aproveitam para correr e praticar esportes neste terreno que dispensa tênis e permite até cair sem machucar. Numa época recente, pré-COVID-19, a “praia veio para as cidades do interior”. Por isso, esportes como vôlei de praia, futevôlei e beach tennis estão ganhando muitos praticantes nos clubes, locais específicos e condomínios. E você, já pegou numa raquete e afundou os pés na areia?

Corrida e treinamento
Nas praias é comum ver praticantes de corrida e treinamentos diversos. A instabilidade da areia fofa representa uma sobrecarga para os músculos e exige mais dos tendões e ligamentos. Outra vantagem é a absorção do impacto, permitindo dispensar o tênis. Há risco pequeno de torções do tornozelo e joelho nas irregularidades da areia, por isso, o treinamento deve ser progressivo em volume e intensidade, para permitir o fortalecimento e ganho de resistência. 

Esportes de areia
Vôlei de praia, futevôlei e futebol de areia são muito populares no Brasil, com sua extensa faixa litorânea. Não por acaso, há várias competições e também quadras localizadas em clubes e praças em cidades do interior. O vôlei de praia foi inventado na Califórnia, mas o futevôlei e o futebol de areia são fruto da criatividade de brasileiros praianos. A areia com irregularidades naturais e instabilidade exige maior esforço físico para deslocamentos e saltos, torna os movimentos lentos, mas proporciona melhor condicionamento físico para os praticantes regulares.

Raquetes
Elas são onipresentes nas praias e já existiam antes do beach tennis. Na década de 1930 surgiu em Santos o Tamboréu, jogado como o beach tennis de hoje, porém com raquetes em formato de pandeiro de madeira (um beach tennis “raiz”, digamos). Nos anos de 1950, no Rio de Janeiro, surgiu frescobol, jogado com raquetes de madeira, porém com objetivo colaborativo e não competitivo. No frescobol, sem rede ou demarcações, a intenção é que a bolinha não caia. Por isso, as raquetadas são direcionadas para a raquete do outro jogador e não para o chão, o que não deixa de ser um desafio de coordenação motora e precisão.

Beach Tennis
Criado por italianos na década de 1980, tem apenas 13 anos no Brasil e agora se tornou popular, pois chegou às quadras de areia das capitais e cidades do interior. Tecnicamente é mais fácil de jogar que o tênis de quadra, além de mais dinâmico. A movimentação constante de abaixar, estender, girar etc, exige muito dos músculos do core (abdominal, lombar e quadril) e proporciona excelente condicionamento físico. Mesmo sendo jogado em duplas, exige adaptação e aumento gradativo do volume, assim como outras atividades na areia. Uma recomendação para os praticantes é fazer exercícios extras de fortalecimento e flexibilidade para pernas, ombros e core, importantes para prevenção de lesões. Veja a figura e faça o cálculo do gasto energético numa partida. Além de divertido e do bom condicionamento que proporciona, ajuda até na manutenção do peso corporal.

 

A movimentação constante exige muito dos músculos do core e proporciona excelente condicionamento físico.

 

 

 

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