Família prudentina busca doador de medula compatível com o pequeno Lucas, de 2 anos

Atualização de dados e novos cadastramentos no Redome ajudam nesta batalha contra a leucemia mieloide aguda, tipo severo da doença

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 03/02/2026
Horário 06:35
Foto: Cedida
Família pede ajuda para atualização de novos cadastros no Redome: “Estou de pé pela fé”, diz mãe
Família pede ajuda para atualização de novos cadastros no Redome: “Estou de pé pela fé”, diz mãe

Diagnosticado com LMA (leucemia mieloide aguda), um tipo severo da doença, em 1º de outubro de 2025, Lucas, de apenas 2 anos, precisa de transplante e de um doador 100% compatível, o quanto antes. Internado no HE (Hospital de Esperança), em Presidente Prudente, há 25 dias, completados nesta segunda-feira, o pequeno já passou por três ciclos de quimioterapia, “mas a doença não zerou”, explica a mãe, Kátia Silva

“Precisamos de ajuda para conscientizar as pessoas para que atualizem seus cadastros no Redome [Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea], e para que novos cadastros sejam feitos para encontrarmos o doador compatível”, suplica a mamãe.

Kátia conta que Lucas nasceu com prematuridade extrema, de 28 semanas, em 7 de setembro de 2023, quando ficou por dois meses na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em setembro de 2025, ele teve uma dor de ouvido que evoluiu rapidamente, em apenas dois dias. “De tanto eu insistir e levá-lo a vários médicos, no quinto dia após os sintomas, ele foi internado, e constatou-se que a infecção de ouvido era uma bactéria alojada no crânio, porque o organismo já não possuía defesas para combater. Isso já era um sinal da leucemia”, descreve.
“Fomos internados com urgência para o tratamento que podia evoluir para uma meningite e, dois dias após o início dos antibióticos, foi colhido mielograma, que é o exame da medula óssea, devido à neutropenia. Uma semana após o exame, recebemos o diagnóstico mais difícil das nossas vidas”, recorda Kátia. 

“Iniciamos o tratamento rapidamente. De lá para cá já, se foram três ciclos de quimioterapia. A última mais forte”, relata a mãe sobre os cuidados com o filho caçula, os quais são compartilhados com o pai, Heliard Caetano, com quem reveza a rotina do hospital. “Encabecei um projeto de desapego com uma sócia em setembro, exatos 25 dias antes do diagnóstico. Foi um grande desafio, mas Deus tem honrado e seguimos por aqui, até mesmo para eu não ‘pirar’. Trabalhar com o que eu amo tem sido minha válvula de escape. Minha rotina é bem intensa. Durmo no hospital a semana toda”, revela a Kátia, que ainda é mãe de Miguel, 15 anos, e da Lara Ester, de 11 anos.

Em busca do doador

Terapêutica bastante eficaz no tratamento da LMA, o transplante de medula óssea é agora o principal objetivo da família. Para tal, o primeiro passo é encontrar um doador 100% compatível com Lucas, o mais rápido possível. E, nessa corrida contra o tempo, o Redome tem papel de suma importância, por funcionar como um banco de dados unificado, gerido pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), que cruza informações genéticas de doadores voluntários com pacientes que precisam de transplante. 

Após o cadastro em qualquer hemocentro do país, que hoje possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, o voluntário, que deve ter entre 18 e 35 anos, permanece no sistema até os 60 anos aguardando compatibilidade.

“Como mãe, eu aprendi que a doação de medula óssea é um ato de amor que pode mudar destinos. Cada pessoa que se cadastra leva esperança para famílias que vivem a mesma luta que a nossa. Para quem está enfrentando uma doença como a leucemia, encontrar um doador compatível é uma corrida contra o tempo”, ressalta Kátia. “Muitas pessoas ainda não sabem como funciona a doação ou acham que é algo muito complicado. Mas, para se cadastrar é apenas procurar o hemocentro da cidade ou país que vive e coletar uma amostra de sangue”, frisa.

Como se candidatar

Portanto, para se cadastrar, basta que o voluntário vá a um hemocentro, preencha um cadastro e realize a coleta de uma pequena amostra de sangue para o exame de compatibilidade genética. Assim, quando um paciente sem doador familiar compatível precisar de transplante, o médico buscará no Redome. Os sistemas informatizados cruzam as informações de pacientes brasileiros com doadores do banco nacional e internacional. Ao identificar compatibilidade, o Redome entra em contato com o doador para confirmar a intenção e realizar novos testes. Para tal, é crucial manter os dados atualizados para ser localizado, o que pode ser feito através do https://redome.inca.gov.br/

“Desconhecemos a realidade do outro, muitos falam em empatia, mas, hoje, eu chamaria de compaixão! Deus tem me ensinado isso lá dentro. Só se sabe quão valiosa é a vida quando se conhece a rotina de um hospital oncológico. Não é só a doença que fragiliza é a falta de amor. Somos testados além das nossas forças. Estou de pé pela fé”, compartilha a mamãe.

Reprodução/Redome


Cadastros de voluntários podem ser atualizado pelo https://redome.inca.gov.br/

Publicidade

Veja também