Hospital confirma morte de mulher de 34 anos por dengue hemorrágica

“Foi realmente muito trágico, assustador! Uma evolução catastrófica, muito rápida da doença”, disse o diretor clínico do Nossa Senhora das Graças que acompanhou atendimento de Carla Trombin Klebis

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 20/05/2022
Horário 19:09
Foto: Arquivo
É preciso cuidado redobrado com o mosquito Aedes aegypti; ele pode estar em qualquer lugar
É preciso cuidado redobrado com o mosquito Aedes aegypti; ele pode estar em qualquer lugar

Direção do Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, de Presidente Prudente, confirmou a morte da farmacêutica química, Carla Trombin Klebis, de apenas 34 anos, vítima de dengue hemorrágica, na tarde desta quinta-feira. “Foi realmente muito trágico, assustador! Uma evolução catastrófica, muito rápida da doença. Não é comum, mas tem algumas formas de dengue que mudam drasticamente o rumo do curso da doença e vão assim a galope pra piora progressiva. Não sou infectologista, mas vejo com frequência e posso assegurar que esse foi um dos casos mais graves de dengue que vi até hoje. Fiquei realmente impressionado com a gravidade”, expõe o diretor clínico do hospital, Luiz Augusto Tenório de Siqueira.
Em nota, a Prefeitura, por meio da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), que faz um trabalho ostensivo contra a dengue, informou que recebeu a notificação e iniciou investigação sobre o caso.
De acordo com Luiz Augusto, foi assustador ver a rapidez de evolução do quadro da paciente. Segundo ele, Carla chegou andando até o hospital pela manhã e estava bem. De tarde, ela voltou se sentindo mal e, em questão de minutos, foi piorando, piorando na frente do colega médico que a atendia. 
De imediato, ele conta que foram iniciadas as manobras de reanimação, Carla teve uma parada cardíaca, saiu da parada, melhorou um pouquinho e voltou a piorar. “E ficou assim, oscilando, até que no final do período da tarde teve outra parada cardíaca e por mais de uma hora foram feitas todas as medidas de reanimação pela equipe médica, mas, infelizmente, foi sem sucesso. Ela respondeu inicialmente, mas depois não teve mais resposta”, lamenta o médico.
O corpo de Carla foi velado pelos familiares e amigos na Casa de Velório Interplan, de onde saiu o féretro para seu sepultamento, na tarde de hoej, no Cemitério Municipal São João Batista.

“Não sou infectologista, mas vejo com frequência e posso assegurar que esse foi um dos casos mais graves de dengue que vi até hoje
Luiz Augusto Tenório de Siqueira

Alerta

O médico destaca que as pessoas não estão levando a sério a gravidade da dengue e da Covid-19, também. Segundo ele, é algo tão assustador e a população banaliza, achando que é apenas uma gripe comum que vai gerar algumas dores pelo corpo, tosse, dor de garganta e que em 3 a 7 dias vai passar.
“Não é assim não. A dengue está um negócio impressionante. Teve dias de recebermos números de atendimentos absurdos. As pessoas precisam se atentar com seus quintais, com recipientes com água, porque o pernilongo [Aedes aegypti] é terrível mesmo. Infelizmente, a proliferação acontece na casa de todos”, frisa Luiz Augusto.
Sobre a Covid, ele diz que basta olhar os noticiários e ver que está dobrando os casos da doença de novo. Ele acentua que não está aumentando o número de internações, porque as manifestações da Covid estão mais leves, mas está internando sim. “Antes era uma porcentagem grande, hoje é menor, mas este ‘número pequeno’ dá um trabalho grande pra gente. Eu sinto pena dos familiares que sofrem. Dá desespero quando chegam casos graves e a gente fica nessa angústia. O nosso sofrimento não é como o do familiar, mas não é menor”, acentua o médico. 

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