Hospital Regional estuda implantação de serviço de transplantes

Unidade realiza hoje a captação de órgãos, mas, mediante credenciamento no Ministério da Saúde, pode passar a transplantar

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 08/12/2018
Horário 04:02
Arquivo - Serviço de transplantes segue em estudo, uma vez que o HR é uma unidade de alta complexidade e “referência na captação de órgãos na região” Foto: Arquivo - Serviço de transplantes segue em estudo, uma vez que o HR é uma unidade de alta complexidade e “referência na captação de órgãos na região”

O HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo de Presidente Prudente negocia a implantação de um serviço de transplantes de órgãos na unidade, o que ainda não é realizado, e deverá ocorrer em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, mediante cadastramento junto ao Ministério da Saúde. Em Prudente, a unidade faz a captação “de qualquer órgão que esteja apto”, e a Santa Casa de Misericórdia, além da captação, é habilitada ainda para a realização dos transplantes, sendo que apenas neste ano, entre rins e córneas, já foram 33 procedimentos.

De acordo com informações da unidade, o serviço de transplantes segue em estudo, uma vez que o HR é uma unidade de alta complexidade e “referência na captação de órgãos na região”, o que, inclusive, já a fez ser premiada como uma das “grandes notificadoras” do Estado de São Paulo. Sobre as tratativas, no entanto, o HR afirma não haver mais informações, bem como os possíveis órgãos transplantados, capacidade de cirurgias e datas ou prazos, mas ressalta que realiza a captação de qualquer órgão que esteja apto para doação, desde que a Central de Transplantes do Estado garanta que haverá alguém para recebê-lo, para que ele seja transplantado dentro do prazo adequado, conforme as normas do Ministério da Saúde. “Esse caso não se aplica à captação de córneas e rins que, uma vez estando em boas condições e a família aceitando a doação, são captadas independentemente de haver receptor na hora".

Questionado sobre o estudo de implantação do HR, o Ministério da Saúde confirma que a unidade ainda não possui habilitação para realizar os transplantes, além de informar não haver demanda para tanto, via CET (Central Estadual de Transplantes), e ressalta que o processo de solicitação de autorização, assim como equipe especializada, é iniciado pela Secretaria Estadual de Saúde e CET, que devem avaliar a necessidade de funcionamento do procedimento considerado como de alta complexidade. Dentre a avaliação estão: população a ser atendida, número de doadores e assistência médico-hospitalar.

Assim, após aprovação do gestor local, o processo segue para o Ministério da Saúde para finalização, onde a documentação é submetida à análise minuciosa para posterior publicação de autorização no Diário Oficial da União”. O Ministério da Saúde expõe ainda que, para a autorização, o estabelecimento de saúde, além de possuir infraestrutura e assistência técnica profissional especializada, deve seguir especificidades inerentes de cada modalidade de transplante, conforme prevê o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

Em nível de informação, a santa casa, por sua vez, forneceu dados referentes aos atendimentos prestados, quando em 2017 ocorreram 12 transplantes de rins e, neste ano, até anteontem, foram registrados 11. Na categoria múltiplos órgãos, duas captações ocorreram em 2018. Já em relação às córneas, serviço realizado pelo Banco de Olhos da unidade, em 2017 foram 66 captações e, neste ano, o número caiu para seis procedimentos até agosto. Os transplantes foram de 37 no ano passado para 22 até quinta-feira. “Essa queda no comparativo de 2017 e 2018 foi causada pelo transporte parcial de órgãos realizado pela Polícia Militar Rodoviária. Há uma perspectiva, no entanto, de que esse serviço seja normalizado no ano que vem”.

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