Um morador de Nova Guataporanga, de 66 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar, nesta segunda-feira, após matar um cachorro com um tiro de espingarda de pressão. O caso foi registrado como crime de maus-tratos a animais com resultado de morte.
A equipe do 25º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior) foi acionada para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo contra um animal. Ao chegarem ao local indicado, os policiais constataram que o cão já estava morto, com uma perfuração na lateral esquerda do corpo, ferimento compatível com um projétil de arma de pressão.
Com o apoio de outras viaturas de patrulhamento, os policiais iniciaram as buscas e localizaram o suspeito em sua residência. Em um primeiro momento, o homem negou ter atingido o cachorro. No entanto, ele acabou indicando onde guardava a arma e confessou o crime. Como justificativa, o idoso alegou que atirou porque o cão estava atacando as galinhas que ele cria em seu quintal.
No imóvel do suspeito, os policiais apreenderam uma espingarda de pressão calibre 5,5 mm, além de 12 caixas de chumbinho do mesmo calibre, totalizando 1.500 unidades do projétil.
A Polícia Científica foi acionada e realizou a perícia técnica no local do crime. O homem foi conduzido ao Plantão Policial, onde o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante com base no Artigo 32, Parágrafo 1º-A, da Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê penas mais rígidas para maus-tratos quando envolvem cães ou gatos. Como o animal morreu, a pena é aumentada. O autuado permaneceu preso e segue à disposição da Justiça.