Presidente Prudente contabilizou saldo de 316 novas carteiras assinadas em novembro de 2025, resultado de 2.707 admissões e 2.391 desligamentos. O desempenho é positivo em comparação a outubro, quando o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, registrou menos nove trabalhadores no município.
O destaque do penúltimo mês do ano passado ficou para o comércio, responsável por 137 novos trabalhadores, diante de 922 contratações e 785 demissões. Na sequência aparece o setor de serviços, com saldo de 96 vagas criadas, diante de 1.195 admissões e 1.099 desligamentos.
A agropecuária também teve resultado favorável no período, com 60 novos colaboradores, resultado de 85 admitidos e 25 desligados. Na construção, 19 novas carteiras assinadas: 149 contratações e 130 demissões. Por fim, a indústria seguiu em estabilidade, com quatro novos trabalhadores, saldo de 356 admissões e 352 desligamentos.
Presidente da Acipp (Associação Comercial e de Inteligência de Presidente Prudente), Raul Audi Junior, aponta que novembro é um mês em que, tradicionalmente, o comércio mais investe nas contratações temporárias para o final de ano. “Daí o saldo positivo apurado pelo Caged”, frisa.
Ele ainda explica que essa abertura de vagas costuma se iniciar em outubro, se intensificar em novembro e alcançar o mês de dezembro em desaceleração. “Os postos de trabalho temporários de final de ano abrem oportunidades para os que buscam permanecer no emprego já que, historicamente, um a cada cinco trabalhadores temporários é efetivado após o término dos contratos, de acordo com a Asserttem [Associação Brasileira do Trabalho Temporário]”, destaca Raul.
Sistema do governo brasileiro que monitora as contratações e demissões de trabalhadores com carteira assinada, o Caged serve para gerar estatísticas sobre o mercado de trabalho, subsidiar políticas públicas de emprego, e garantir o acesso dos trabalhadores a benefícios como o seguro-desemprego. Ele registra todas as movimentações formais, permitindo ao governo analisar a geração de empregos e planejar ações para cada setor.
Reprodução/Caged

Caged monitora contratações e demissões de trabalhadores com carteira assinada por setores
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Raul Audi: “Um a cada cinco trabalhadores temporários é efetivado após término dos contratos”