A advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa na quinta-feira, em Barueri, sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro de uma facção criminosa que age dentro de fora dos presídios paulistas, foi transferida nesta sexta-feira, da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, para a Penitenciária Feminina de Tupi paulista.
Conforme a Folhapress, ela passou a noite na unidade da capital e, às 5h, deixou o local sob escolta, em direção ao interior. A informação foi confirmada por Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo. A distância entre os dois presídios é de cerca de 670 quilômetros e a viagem era prevista para durar por volta de oito horas, com chegada à Tupi Paulista por volta das 13h.
Como noticiado neste diário, Deolane foi presa na Operação Vérnix, da Polícia Civil de Presidente Venceslau com o MPE (Ministério Público Estadual). Ela é suspeita de lavar dinheiro da facção criminosa por meio de uma transportadora de fachada. A investigação diz que ela funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.
A operação também cumpriu mandados de prisão contra Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe máximo da facção, e parentes dele. Marcola está preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília desde 2023.
“Medidas desproporcionais”
A defesa de Deolane afirma que ela é inocente e classifica as medidas contra a influenciadora como desproporcionais.
“Ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno”, traz nota assinada por grupo de seis advogados. “Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”, completa a nota.
Já Bruno Ferullo, que defende Marcola, seu irmão e uma sobrinha, todos alvos de mandados de prisão na ação desta quinta, afirmou que o cliente não coordena a facção de dentro da cadeia, como apontam as autoridades.
Na ação, foram decretadas seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados.