A empresa é o lugar de produzir, mas também pode ser espaço para aprender sobre saúde. São 40, 44h ou mais de dedicação semanal, dentro das quais 5 ou 10 min podem fazer a diferença na saúde física, emocional, no engajamento, produtividade, no sentimento de pertencimento. As informações na empresa normalmente são limitadas à função e atividade fim, porém há espaço para informações periféricas, que parecem não ter relação direta com o trabalho, mas têm efeitos importantes.
LACUNA DE INFORMAÇÃO
Não é difícil encontrar na empresa um colaborador na faixa dos 40 anos que nunca se consultou com um cardiologista. E, enquanto ele não tiver uma dor no peito, sinal iminente de problema no coração, não procurará. Ele simplesmente nunca viu ou recebeu essa e outras informações sobre saúde, por isso, é improvável que agende voluntariamente um consulta com cardiologista, urologista, atualize suas vacinas etc.
TSUNAMI DE INFORMAÇÃO
Num outro extremo, há os “consumidores de informações”, principalmente das redes sociais e sites diversos da internet. “Não beba leite que contém lactose”, “não coma pão que contém glúten”, “banha animal é melhor que óleo vegetal”, “o melhor exercício é caminhada”, “soroterapia é essencial para saúde e longevidade”, “mulheres 40+ precisam de reposição hormonal com testosterona” etc. Essas grandes besteiras, ditas/postadas por profissionais e influenciadores inescrupulosos ou leigos com milhares de seguidores metidos a ensinar, são recebidas como verdades. E quem pode desmentir e esclarecer?
EDUCAÇÃO
Nem todas as empresas contam com um profissional de saúde. Quando há um profissional, normalmente está envolvido com tarefas de prevenção de acidentes, de rotina e não dispõe de tempo ou não está apto a realizar atividades educativas continuadas com os colaboradores. Educação para prevenção de risco de doenças e mitigação de consequências proporciona benefícios para o próprio colaborador e para empresa.
Educação em saúde na empresa deve incluir meios práticos e eficientes para prevenção de doenças e desmistificação de informações falsas
FONTES CONFIÁVEIS
Quando as informações sobre saúde partem da própria empresa, tendo como fonte um profissional de saúde com visão abrangente, contratado ou que faça consultoria, a fonte é confiável e pode proporcionar resultados em curto e médio prazo. Educação continuada em saúde na empresa deve incluir meios práticos e eficientes para prevenção de doenças, as vantagens da prevenção em comparação à remediação (tratamento), desmistificação de informações falsas e perigosas sobre alimentação, exercício, medicina etc.
PRÁTICA COLETIVA
Na sua própria empresa ou naquela em que você trabalha há 2-3 pessoas que praticam corrida, musculação, bike ou outro treinamento? Pois bem, essa minoria pode ser o gatilho para iniciar mudanças no ambiente, na mentalidade e transformar em uma pratica coletiva. Para que outros colegas passem da condição de pré-contemplação (nunca pensaram em praticar) para condição de ação (iniciam), e até de manutenção (permanecem praticando continuamente) por meses ou anos. Os colaboradores da empresa são o ativo de maior valor, por isso cuidados com a saúde representam um ótimo investimento.
Referências
BR Med. Saúde Corporativa: como criar um ambiente de trabalho mais saudável. Blog BR Med, 2025. Disponível em: https://grupobrmed.com.br/blog/saude-corporativa/
Carvalho AFS, Dias EC. Promoção da saúde no local de trabalho: revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira em Promoção da Saúde. 2012; 25(1): 116-126. https://doi.org/10.5020/2219
Ferreira IO, Matos SS. Promoção de saúde no trabalho: uma estratégia de educação para a saúde. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2013; 3(2): 732-745. https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.364
Oliveira DAZ, Silva Leite GA. Bem-estar laboral: estratégias e práticas para a promoção da saúde nas organizações brasileiras. Revista FIBinova. 2024; 4(4): 1-12. https://doi.org/10.59237/fibinova.v4i4.753
Sapiência V. Saúde dos colaboradores: os novos deveres das empresas e os desafios para o RH. Você RH, 2026. Disponível em: https://vocerh.abril.com.br/politicasepraticas/saude-dos-colaboradores-os-novos-deveres-das-empresas-e-os-desafios-para-o-rh/