IPC Maps 2026: potencial de consumo das famílias prudentinas atinge marca de R$ 12 bilhões

Desse montante global, despesas nos lares da área urbana concentram quase totalidade das intenções de compra, somando mais de R$ 11,8 bilhões

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 01/07/2026
Horário 04:04
Foto: Arquivo
Em Prudente, habitação desponta como maior gasto anual, exigindo investimento superior a R$ 3,3 bilhões
Em Prudente, habitação desponta como maior gasto anual, exigindo investimento superior a R$ 3,3 bilhões

O cenário econômico de Presidente Prudente para o ano de 2026 revela um mercado de consumo altamente aquecido e liderado pelas demandas das famílias locais. De acordo com dados estatísticos do IPC Maps, o potencial de consumo total estimado para o município atinge a marca de R$ 12.028.473.070,00. Desse montante global, as despesas nos lares da área urbana concentram a quase totalidade das intenções de compra, somando mais de R$ 11,8 bilhões, demonstrando a força da urbanização e o poder de compra da população. 

A análise do perfil socioeconômico dos domicílios revela que a classe C, ou classe média, continuará sendo o principal motor da economia familiar prudentina em 2026, representando 25,7% do total de residências urbanas. Logo em seguida, as famílias de classe B aparecem com forte relevância mercadológica, englobando 25,1% dos lares. Os grupos familiares de menor poder aquisitivo, das classes D e E, respondem por 14,6%, enquanto os lares de classe A representam uma parcela selecionada de 4,6% do total de habitações.

Destino do orçamento

Ao examinar o destino do orçamento das famílias prudentinas, a categoria de habitação desponta isolada como o maior gasto anual, exigindo um investimento superior a R$ 3,3 bilhões para manutenção de aluguéis, taxas e utilidades. A mobilidade e o transporte também se consolidaram como prioridades absolutas no orçamento doméstico deste ano, com as despesas em veículos próprios ultrapassando R$ 1,2 bilhão, impulsionadas por uma frota local de quase 200 mil automóveis. 

Na sequência das prioridades, a alimentação desempenha um papel central na economia das famílias do município. O consumo de alimentos dentro do domicílio movimentará cerca de R$ 979 milhões ao longo de 2026, enquanto o hábito de se alimentar fora do lar receberá um aporte complementar de R$ 473 milhões.

Os cuidados essenciais com a qualidade de vida e o bem-estar também abocanham fatias significativas do rendimento familiar local. Os investimentos em planos de saúde e tratamentos médicos ou dentários estão projetados em mais de R$ 471 milhões, enquanto a busca por medicamentos nas farmácias demandará R$ 373 milhões. 

No setor educacional, as famílias prudentinas devem destinar R$ 386 milhões em mensalidades e cursos, além de despenderem outros R$ 76 milhões especificamente com a compra de livros e materiais escolares. O lazer e as atividades culturais também ganham espaço relevante no planejamento financeiro doméstico, com estimativas de gastos em recreação na ordem de R$ 222 milhões, além de R$ 168 milhões focados em viagens. 

Setores como vestuário confeccionado e calçados mantêm o comércio tradicional aquecido, projetando movimentações de R$ 241 milhões e R$ 100 milhões, respectivamente. 

Polo econômico

Prudente, segundo o IPC Maps, conta atualmente com uma população total estimada em 235 mil habitantes. Destes, a expressiva maioria, de 229 mil moradores, reside na área urbana. Este contingente populacional, somado ao dinamismo corporativo local, posiciona o município na 38ª colocação no ranking econômico estadual e no posto de número 118 em nível nacional, consolidando a cidade em posição estratégica no cenário econômico, despontando como um polo regional de alta relevância para o mercado consumidor. 

O ecossistema empresarial prudentino demonstra vitalidade, registrando um total de 44.358 empresas em atividade. O setor de serviços lidera o mercado com 26,8 mil estabelecimentos, seguido pelo comércio com 9 mil unidades, e a indústria com 5,8 pontos produtivos. O agronegócio local também se faz presente com mais de 2,5 atividades registradas. 

No âmbito macroeconômico, o PIB (Produto Interno Bruto) municipal superou a marca de R$ 11,6 bilhões, gerando um PIB per capita anualizado de mais de R$ 51,4 mil por cidadão. 

SAIBA MAIS
IPC Maps

Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do país, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento. 

Este trabalho traz múltiplos indicativos dos 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc., possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, o IPC Maps apresenta um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.

Publicidade

Veja também