Irmãos Barros: há 3 anos nos tatames

Treinando juntos com o pai, gêmeos Yuri e Ygor se destacaram desde cedo e, aos 7 anos, conquistaram cada um em sua categoria, seu primeiro Campeonato Paulista pela FPJJ

Esportes - OSLAINE SILVA

Data 07/01/2021
Horário 09:20
Foto: Cedida
Ygor com seu amigo Enzo Alves, da Baixada Santista, no Paulista
Ygor com seu amigo Enzo Alves, da Baixada Santista, no Paulista

Os atletas gêmeos Yuri e Ygor Santos Barros Moraes, 10 anos, que treinam na Almeida JJ, em Presidente Prudente, sempre gostaram de esportes, iniciaram no jiu-jitsu na véspera de completarem 7 anos. Segundo o pai, o também lutador, Amauri Cesar de Barros Moraes, por influência dele, quando tinham 3 aninhos, já faziam capoeira. Depois, ao assistirem as lutas de UFC na TV, diziam que queriam competir. 
“Foi aí então que descobrimos e nos apaixonamos pelo jiu-jitsu, e depois de algum tempo eles me convenceram a treinar com eles. E hoje treinamos e competimos sempre juntos. Onde graças a Deus, e ao nosso sensei [Henrique Ramos] e todos os componentes da equipe, se destacaram e, aos 7 anos, conquistaram cada um em sua categoria seu primeiro Campeonato Paulista pela FPJJ”, lembra orgulhoso o pai, que conta com alguns patrocínios, que “ajudam e muito”. Outros pararam devido à pandemia, porém, 60% das despesas são custeadas por ele. “Campeonatos são caros, viagem, hospedagem. Mais patrocinadores ajudaria muito”.

O esporte na vida da criança

Amauri entende que o esporte ensina além de disciplina, que está faltando muito hoje em dia na sociedade, o respeito, a amizade, o companheirismo, o espírito de equipe, ajuda na saúde, dá confiança à criança para enfrentar os problemas, auxilia na alimentação. Ensina também que a vida não é só ganhar, e perder também faz parte. 

“EU E MINHA ESPOSA TEMOS MUITO ORGULHO DELES, NÃO SÓ PELOS RESULTADOS, MAS PRINCIPALMENTE PELOS MENINOS QUE SÃO, DISCIPLINADOS, EDUCADOS, AMIGOS, RESPEITAM O PRÓXIMO. ELES SÃO NOSSAS VIDAS!”
Amauri Cesar de Barros Moraes

Como nesse último mundial, o qual anteriormente já tinham perdido lutas, mas sempre ficaram entre os três primeiros. E desta vez, mesmo lutando muito, aconteceu de Ygor não estar lá. Para o pai, talvez esse tenha sido o mais difícil campeonato que o filho participou. E o surpreendeu, pois apesar de ter saído triste, chorando um pouco, consciente Ygor lhe disse que o outro menino mereceu. Que naquele dia foi melhor que ele. Que sabia que tinha lutado bem, por isso estava triste pelo resultado, mas feliz pelo nível que foi sua chave de luta. 
“Eles torcem não só um pelo outro, mas para os amigos que o jiu-jitsu lhes deu. Às vezes eles lutam entre amigos, porém, a rivalidade é no tatame, fora dele a amizade sempre prevalece. Alguns podem falar, ‘nossa tão novos e com uma rotina tão pesada’, porém, respeito o ser criança deles. Eles treinam porque gostam, e a rotina de treinamentos em nada influencia negativamente na vida escolar deles, que sempre tiram ótimas notas, fechando sempre com 9 ou 10”, ressalta Amauri Cesar. 
E finaliza dizendo que ele e sua esposa têm muito orgulho deles, “não só pelos resultados, mas principalmente pelos meninos que são, disciplinados, educados, amigos, respeitam o próximo. Eles são nossas vidas”, acentua o pai dos gêmeos, que já fizeram sete finais um contra o outro e, por isso, começaram a lutar em categorias diferentes. 

SERVIÇO
Acompanhe os gêmeos no Facebook Irmãos Barros e no Instagram @gemeos_barros

Foto: Cedida

Yuri Barros foi vice-campeão no Mundial, no ano passado

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