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João Domingos Netto: quem socorrerá?

Desde que foi entregue às 2.343 famílias, em setembro de 2015, o conjunto habitacional João Domingos Netto tem registrado diversas queixas de seus moradores, que não aguentam mais tanto descaso do poder público.
O vendaval que pegou a população prudentina de surpresa no último final de semana de junho nos alerta para um problema que as famílias que residem naquele local enfrentam, e não é de hoje! Diante desse desastre natural, onde muitas famílias ficaram desalojadas e perderam seus pertences, eu estive in loco para verificar a situação e conhecer de perto a problemática. 
Quando chove, ocorre enchente, sobretudo, em determinada confluência de algumas ruas, já que a água vem com muita força e não tem pontos de vasão, além disso, muitas ruas estão se deteriorando pela visível má qualidade do asfalto.  
No interior das residências, existem grandes infiltrações e rachaduras. A estrutura é extremamente frágil. Essas casas foram construídas em viga radier (fundação rasa de apoio) e encapadas por lona, cujos problemas já eram previsíveis. Ademais, há problemas nas telhas e nos forros que são de PVC.
O Ministério Público Federal tem feito sua parte. Tramitam naquele órgão os procedimentos 2335 e 3558/2018, que apura problemas estruturais e na rede de água e esgoto em áreas comuns do bairro. 
No entanto, os danos dentro das residências são direitos individuais e, por isso, devem ser buscados diretamente com os construtores, cuja responsabilidade construtiva de cinco anos se encerrará em setembro de 2020, e muitos moradores não sabem como ver seu direito resguardado.
A estes, lembramos que o conjunto habitacional faz parte do Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, em parceria a Caixa Econômica Federal e o município. De fato, responsáveis existem: o governo municipal da época, que permitiu a construção desse residencial com todas essas fragilidades, e também a atual gestão, que não fiscaliza tais problemáticas.
Cinco anos após a entrega, não existem áreas de lazer, pouco comércio local e uma escola de ensino fundamental inacabada. O lado positivo é uma creche e um posto de saúde.  
A pergunta final que fica é: “Até quando nosso povo será enganado pelos velhos políticos e suas promessas?” Está na hora de darmos um basta nisso, e exigirmos um mínimo de qualidade e respeito para com o nosso povo!

 

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