A expressão: “Loucura da cruz" é utilizada na 1ª carta de São Paulo aos Coríntios, no capítulo: 1,18-25. O apóstolo Paulo explica que a mensagem de um Deus que se sacrifica na cruz parece absurda para a lógica humana, mas representa o poder e a sabedoria divina para a salvação. A cruz demonstra que o amor, a humildade e o perdão de Deus vão além da capacidade humana de compreender o poder. É o meio pelo qual os pecados são perdoados e a vida eterna é alcançada. Os judeus esperavam um Messias político e glorioso, a ideia de um líder executado como criminoso era uma ofensa e um obstáculo à fé. Para os Gregos, na cultura helenista valorizava a sabedoria racional e o poder. Para eles, a crucificação era a forma mais vergonhosa de execução, reservada a escravos e rebeldes. Um "Deus" humilhado na cruz parecia uma completa insensatez. A mensagem cristã sobre um Messias crucificado desafia a lógica humana. Para a mentalidade da época, um salvador morrer de forma humilhante na cruz parecia fraqueza e tolice, mas para quem tem fé, é a demonstração do poder e da sabedoria de Deus. Esse "amor louco" significa que Deus escolheu perdoar a humanidade através do sacrifício de Jesus, ensinando que a verdadeira força não está na dominação, mas sim na doação e no amor ao próximo. O Coração do Redentor não se cansam de apresentar ao Senhor gratidão por tanto amor. Os que contemplam o coração de Jesus aberto pela lança do soldado nada mais fazem do que extasiar-se diante de um amor que precisa ser amado. Na vida não é sofrimento que redime, mas o amor com que se vive tudo, também o sofrimento. Os que contemplam o peito aberto do Senhor se tornam discípulos missionários ao se comprometer em levar a experiência de ser amado pelo Senhor a outras pessoas que não fizeram o encontro pessoal com Cristo. A maior prova de amor da história foi Deus enviando Jesus para morrer em nosso lugar. Esse sacrifício não foi por obrigação, mas uma escolha voluntária baseada em um amor incondicional que foge da lógica humana. Ele entregou tudo para nos salvar. Na nossa vida, costumamos amar quem nos ama de volta. Deus não é assim. Ele ama você exatamente do jeito que você é e não espera nada em troca. Jesus sofreu na cruz por nossos erros. Ele assumiu a nossa culpa para que pudéssemos ter uma vida nova e paz com Deus. Como retribuir a um amor tão grande? A resposta é simples: entregando o nosso coração também. Viver o Evangelho, perdoar o próximo e ajudar quem precisa são formas de agradecer por esse sacrifício.
MINI SERMÃO
O amor de Deus por nós é demonstrado através de seu Filho e nosso Senhor Jesus Cristo, ao se entregar na cruz para nos salvar, um amor incondicional e gratuito. Ele nos ama exatamente como somos, independentemente dos nossos erros ou falhas. Esse sentimento não depende do nosso comportamento, mas do amor que Deus tem por nós. Deus nos amou com um tipo especial de amor incondicional. Seu amor por nós não se baseia em nada que fizemos, mas flui de quem Deus é, porque enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por amor a cada um de nós. O amor de Deus por nós está ligado à nossa obediência; esse amor é maravilhoso, eterno, avassalador, mais profundo do que podemos imaginar e é para nós. A natureza incondicional do amor de Deus é vista mais claramente no Evangelho. A mensagem do Evangelho é basicamente uma história de resgate divino. Como Deus considera o sofrimento do seu povo rebelde, ele decidiu salvá-los do pecado, e esta determinação foi baseada em seu amor. Uma vez que fomos alcançados e transformados pelo amor de Deus, precisamos semear este amor às pessoas que estão ao nosso entorno. Declaramos que amamos verdadeiramente a Deus quando nos relacionamos com as pessoas amando-as incondicionalmente.
MENSAGEM DO PAPA
Papa Leão XIV diz que: “o amor e a sabedoria de Deus cuidam da humanidade ferida pelo mal”.
O pontífice da fé destaca que a sabedoria de Deus, e não dos homens, ensina que Cristo é libertação, esperança e perdão diante de uma humanidade ferida. Jesus cuida dos que mais sofrem, dos cansados e oprimidos, correspondendo com o seu amor e partilhando a sua vida até a cruz. O amor de Deus por nós torna mais suave o fardo aparentemente pesado da vida. Não há amor a Deus sem amor ao próximo, e não há próximo se eu não me aproximar; assim o pontífice faz um apelo para construirmos à "civilização do amor". Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela por amor; e a sabedoria que Ele nos dá é um anúncio de salvação e o seu jugo levanta-nos de todas as quedas. Assim experimentando o seu amor, somos impulsionados a transmitir esta experiência a todas as pessoas, de sentirem o amor mais puro e verdadeiro que vem de Deus, através de seu filho e nosso Senhor Jesus Cristo, um amor incondicional.
(Autor: Padre Armando Nochetti)
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