Média7 divulga trabalho autoral

VARIEDADES - PEDRO SILVA

Data 22/10/2019
Horário 08:20
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Quando se fala de uma interação entre professores e alunos, o âmbito acadêmico é evidenciado nos pensamentos. A ideia de uma banda formada por professores e alunos da Facopp (Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente), surgiu de maneira despretensiosa em 2016, para uma apresentação em um evento da faculdade. Hoje, três anos após o início, a Banda Média7 já lançou um DVD e um single, e divulgou mais um trabalho autoral ontem. O jornal O Imparcial conversou com Renato Pandur, integrante desde a primeira formação, para contar um pouco sobre esse projeto.

Como a banda nasceu?
A banda nasceu de uma reunião entre professore e alunos, para a gente se apresentar em um evento em maio de 2016, algo pontual. A ideia era só fazer um show, mas a gente gostou e decidiu continuar. Aí, começamos a tocar nos eventos da universidade, e até já fomos chamados para festivais e festas. A primeira ideia de nome era Média8, por ser uma banda de professores e alunos, e ter essa coisa das notas, percebemos que a média mundial é sete. E na primeira formação não tinha nenhum músico, a não ser o Everton que tocava teclado, e tem formação musical. Então, fizemos essa brincadeira, só tinha um que era média 10, o resto era ‘normal’. Assim, não éramos tão ruins para média cinco, mas também não éramos ótimos para 10. Ficou meio termo, Média7.
O primeiro show nosso, se eu não me engano, foi no dia 5 de maio de 2016. Íamos abrir um evento da faculdade, e tocar só quatro músicas, todas covers. E todo mundo gostou! A gente tinha ensaiado pouco, foi mais na brincadeira, mas nós sempre tivemos vontade de tocar.

Quantas formações a banda já teve?
No começo, Eu, o Roberto Mancuzo, Rogério Silva, Everton Tomiazzi, Matheus Monteiro e o João Medeiros que era aluno e tocava bateria. Depois de três meses, nós já tínhamos uma banda formada.
Mas até hoje, a Média7 teve umas quatro formações. Isso não é ruim. Na verdade, é uma característica da banda, porque ela é para a diversão, é uma veia artística nossa materializada, um camaleão. Quem está no projeto a mais tempo, somos eu e o Rogério. Hoje, nós somos sete integrantes: eu no baixo, o Rogério Silva, vocalista, toca também gaita e violão, Anah Lisack vocalista, Thalyta Sardi, também vocalista, Marcel Sachetti, bateria e vocais, Alana Toledo na guitarra e o Murilo Hernandes também guitarrista.

Quais as referências da banda?
Várias. Como somos alunos e professores, tem os dinossauros que trazem influência do rock clássico dos anos 70 e 80, como The Beatles, The Who, o também do rock nacional dos anos 80, tipo Humberto Gessinger, Renato Russo. E também tem a garotada que traz coisas novas, como as músicas dos anos 90, e até atuais, tipo Paramore. O engraçado é que os mais velhos quando apresentam as músicas, os mais novos conhecem, agora quando eles apresentam, ficamos ‘boiando’.

Como é juntar alunos e professores em uma banda?
Hoje nós não rotulamos como professores e alunos, porque a gente não toca mais na faculdade. Existe uma barreira, meio boba, entre os alunos e os professores. O aluno vê o professor como superior, mas na banda somos iguais. Um exemplo somos eu e a Anah, que eu dei aula para ela, e hoje, por conta da banda somos muito amigos.

Como vocês começaram a pensar em trabalhos autorais?
Nosso primeiro passo foi a diversão, e esse é um segundo passo, saindo dos covers. Mesmo os nossos covers eram com uma releitura, no nosso estilo. Nosso trabalho autoral demorou muito, por conta da nossa rotina, cada música demorou 6 ou 7 meses para ficar pronta. Nosso primeiro som autoral foi a “Augures da Cidade”, que o Rogério escreveu, e nós já lançamos ela, e essa que nós lançamos sábado [ontem] se chama “Memórias”, e é minha e do Rogério.

E ela fala sobre o que?
Ela é um recorte de momentos. Tem muito das minhas influências, tipo Humberto Gessinger e Renato Russo, porque eles escrevem sobre um momento, mas buscam outras visões e experiências. Apesar da letra nascer de um sentimento meu, ela é uma concha de retalhos, que vem de vivencias de muitas pessoas, de observações do cotidiano, até mesmo uma espera na fila do médico.

Quais são os planos futuros?
A ideia é plantar as autorais que colocamos no Spotify, Deezer e YouTube, e ainda tem muita coisa que não divulgamos. O nosso trabalho, lançado no dia 19, teve um marketing profissional, porque todos da banda somos ligados à comunicação. Para o ano que vem, esperamos lançar um EP.

“EXISTE UMA BARREIRA, MEIO ‘BOBA’, ENTRE OS ALUNOS E OS PROFESSORES. O ALUNO VÊ O PROFESSOR COMO SUPERIOR, MAS, NA BANDA SOMOS IGUAIS”
Renato Pandur

 

 

 

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