Momento de desafios, mas também de oportunidades ao setor imobiliário

Imobiliária e incorporadora destacam as dificuldades enfrentadas; a primeira aponta uso da tecnologia como saída, a segunda acredita que a retomada pode demorar um ano para engrenar

PRUDENTE - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 17/04/2020
Horário 10:05
Cedida - Renato Funada: “Reforçamos todos os protocolos de saúde e segurança”
Cedida - Renato Funada: “Reforçamos todos os protocolos de saúde e segurança”

Os relatos de imobiliárias prudentinas demonstram um momento de dificuldade, mas também de possibilidades e oportunidades. O sócio-proprietário da imobiliária Luka Imóveis, Lucas Fernando Pontalti Krasucki, 35 anos, afirma que já sente os impactos do vírus, mas, se por um lado foi economicamente prejudicial, por outro, forçou o setor a entrar de vez na era tecnológica.

“O administrativo tem recebido muitas solicitações de descontos, inquilinos que dizem que não vão conseguir pagar nesse momento, que pedem parcelamento ou dilatação do vencimento. O comercial foi altamente impactado, pois a possibilidade de negócios chegou ao zero”, relata. Segundo ele, a esperança é que o sonho das pessoas por um imóvel não acabou, apenas foi adiado.

Sobre a busca da tecnologia, Lucas afirma que os corretores não podem esperar o fim da quarentena para manterem contatos com os potenciais clientes, devem usar os meios digitais para isso, visto que trabalham, atualmente, em home office. Até os mais resistentes já se rendem ao modelo 4.0, que veio para ficar. “O impossível é a falta de tecnologia”, garante.

FUTURO

INCERTO

“Muitas incorporadoras em nosso Estado já anunciaram que irão adiar os lançamentos para o segundo semestre, assim como nós, que havíamos programado pelo menos dois lançamentos no primeiro semestre. O ritmo das vendas não diminuiu no início da quarentena, pois já havia um trabalho prévio sendo executado. Porém, acredito que o ritmo de comercialização deverá diminuir nos próximos dias”, comenta o diretor-executivo da incorporadora Mampei Funada, Renato Funada.

Segundo ele, o cenário é contrastante com o início de 2020, que demonstrou otimismo e sinais de crescimento no setor, visto que juros e inflação em baixa, retomada do emprego e a provável aceleração da economia levaram os investidores a buscar investimentos no mercado imobiliário, por se tratar de um investimento sólido e seguro.

Assim como na imobiliária Luka, a incorporadora Mampei Funada adotou o acesso remoto (home office) aos colaboradores, que continuam disponíveis para atender aos clientes. Outras medidas aplicadas pela empresa referem-se à criação de um comitê interno para diariamente avaliar a evolução do coronavírus e tomar as devidas ações preventivas; disponibilização de álcool em gel em todas as instalações e reforço às medidas de higiene; cancelamento das reuniões presenciais; fechamento temporário das centrais de venda; e outros.

“As obras de nossos empreendimentos continuam em andamento, reforçamos todos os protocolos de higiene e saúde, reduzimos o quadro de funcionários com a concessão de férias e os dividimos em turmas para entrada e saída em horários distintos para evitar ao máximo aglomerações e contato entre as pessoas”, destaca Renato.

O diretor-executivo, utilizando da experiência para projetar o futuro, acredita que: “falando especificamente do nosso mercado, o conteúdo que tenho visto do setor aponta a recuperação do mercado imobiliário entre 8 e 12 meses, após a retomada da economia”, ressalta.

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