Mutirão da Saúde da Mulher presta mais de 180 atendimentos

Iniciativa alusiva ao Outubro Rosa ajuda em demanda reprimida de exames endovaginal na Rede Municipal de Saúde

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 13/10/2021
Horário 04:09
Foto: Homéro Ferreira
Atendimento por consulta ginecológica por médica e estudante
Atendimento por consulta ginecológica por médica e estudante

Neste Outubro Rosa, o Mutirão da Saúde da Mulher em Presidente Prudente superou a expectativa dos realizadores. Eram esperadas pouco mais de 100 mulheres. Foram prestados 189 atendimentos durante 8 horas, o que representa em média mais de 23 por hora. Cada atendida recebeu mais de um dos quatro serviços ofertados: limpeza de pele/massagem facial, consulta ginecológica e exames de Papanicolau e endovaginal, sendo que em relação a este último houve ajuda para reduzir a demanda reprimida na Rede Municipal de Saúde.

A ação também serviu para prestar orientações e teve a participação do grupo de voluntárias Almofadas do Coração que nos últimos seis anos têm atuado em quatro hospitais: Regional, Santa Casa, Iamada e Esperança. Em parceria com a Prefeitura, a Unoeste mobilizou professores e estudantes dos cursos de Enfermagem, Estética e Cosmética e Medicina. Os atendimentos no sábado (9) ocorreram das 8h às 16h no Ambulatório Médico Professora Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima, ao lado do HR (Hospital Regional) Dr. Domingos Leonardo Cerávolo.

Série de multirões

O enfermeiro do ambulatório Bruno Alexandre Soto disse que os resultados dos serviços prestados saíram na hora, exceto o exame de Papanicolau que sairá dentro de 60 dias. Contou que este foi o 2º de quatro mutirões deste último trimestre de 2021, sendo que o anterior foi na área de neurologia e atendeu 200 pessoas. No primeiro sábado (6) do mês que vem será o mutirão do Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata; e no primeiro sábado (4) do mês seguinte será o Dezembro Laranja, de prevenção ao câncer de pele.

Depoimentos de peso enalteceram a importância dos serviços que foram prestados no último sábado, coincidentemente por duas professoras: Rosangela Milaré da Silva, moradora da Cecap e que atua com educação especial no Colégio Cooperativo; e Sônia Alves Macedo, aposentada da Rede Municipal do Ensino.  Rosangela tem uma filha que superou o câncer há 10 anos. Em gratidão a Deus por ter atendido suas orações, passou a atuar como voluntária em hospitais junto ao grupo Operação Alegria que leva conforto aos pacientes internados, através de brincadeiras e orações.

 

Gratidão

Ela conheceu o grupo da Igreja Presbiteriana Independente quando sua filha Ana Flávia estava internada na Santa Casa, em tratamento da neoplasia neuroblastoma. Mesmo não sendo evangélica, ajuda o grupo que nas tardes de sábados vai aos hospitais. Rosangela usa de sua formação, toda construída na Unoeste, para além da vida profissional, como ocorre com o voluntariado. É formada em pedagogia, com aprofundamento em psicopedagogia e educação especial; com e pretensão de ingressar no mestrado em educação.

Conforme Rosângela, a Unoeste tem sido o seu diferencial, pelo ensino de qualidade e a oportunidade de estágio, sendo que seu emprego de 14 anos começou exatamente com o estágio, proporcionado pela Faclepp  (Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente). “Posso dizer que esse mutirão [de saúde da mulher] tem muito a ver com o trabalho de humanização da Unoeste e que está me proporcionando fazer o preventivo depois de dois anos, por causa da pandemia do coronavírus”, pontuou.

 

Importância da prevenção

Para Sônia, o mutirão é um motivo para esclarecer as mulheres sobre a importância da prevenção desse tipo de câncer, para o qual o diagnóstico precoce representa maior chance de cura. “Estamos aqui para disseminar a mamografia. Tem mulher que tem medo porque dói, mas é melhor doer o físico do que a alma. Temos visitado igrejas para falar sobre o assunto, onde tem mais mulheres. Mas, esse câncer também acomete homens, inclusive um padre deu o testemunho sobre o seu pai”, contou a criadora do grupo em Presidente Prudente.

As voluntárias do grupo produzem almofadas que doam para mulheres que fizeram procedimentos mamários, não como presentinho, mas como algo de uso necessário ao pós-cirúrgico. Nos quatro hospitais que atendem, recebem ligações toda vez que alguma mulher faz a cirurgia. Antes da pandemia, iam pessoalmente entregar as almofadas e levar palavras de conforto. Agora, enviam as almofadas para as enfermeiras entregarem. Existem casos de entrega domiciliares e até pelos Correios, via Sedex, atendido pedidos de moradoras de outras cidades, inclusive de outros estados, como o de Rondônia.  

 

 

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