O município de Nova Guataporanga investiga a primeira morte por suspeita de dengue no Estado em 2026. Trata-se de um homem de 53 anos. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
A cidade, localizada no Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente, tem dois casos da doença confirmados, segundo o painel de arboviroses da pasta. Os dados na plataforma foram atualizados no sábado. Na mesma época, em 2025, havia um caso investigado no local.
Em uma rede social da Secretaria da Saúde de Nova Guataporanga, há alertas sobre a circulação do vírus. As primeiras ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya, foram realizadas nos dias 5 e 6 de janeiro.
Em nota, a Secretaria da Saúde afirma que, desde o início da atual gestão, o governo de São Paulo tem investido e adotado medidas para controle e monitoramento contínuo do cenário da dengue e outras arboviroses. Em 2024 e 2025, o Estado repassou cerca de R$ 1,3 bilhão para as 645 cidades paulistas utilizarem no combate às arboviroses e fortalecimento da atenção básica, por meio do programa IGM SUS Paulista.
Em parceria com os municípios paulistas, a secretaria realiza capacitações para profissionais de saúde, com o intuito de reduzir a incidência e mortalidade das doenças e coordenar a resposta estadual de forma integrada entre todos os níveis de atenção à saúde.
A vacina de dose única do Instituto Butantan contra a dengue começará a ser aplicada no SUS (Sistema Único de Saúde) em 17 de janeiro nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). No dia seguinte, Botucatu (SP) abrirá a sua campanha de imunização.
O público-alvo será composto pela população de 15 a 59 anos. Na sequência, serão imunizados os profissionais de saúde da atenção primária que atuam na "linha de frente do SUS", como médicos, enfermeiros e agentes de saúde, segundo o Ministério da Saúde. O teste será feito com uma parte do lote de 1,3 milhão de vacinas já entregue pelo Butantan.
O instituto prevê a oferta de 30 milhões de doses anuais a partir do segundo semestre de 2026, com possibilidade de ampliação, a depender da demanda e da capacidade produtiva.
Composto pelos quatro sorotipos do vírus da dengue, o imunizante se mostrou seguro e eficaz tanto em pessoas com infecção prévia como naquelas que nunca tiveram contato com o patógeno.
O Brasil poderá chegar a 1,8 milhão de brasileiros com dengue em 2026. Destes, 54% são esperados no Estado de São Paulo. O ano de 2026 deverá ser o segundo maior em número de infecções desde 2010. A estimativa, que considera o período de 12 meses a partir de outubro de 2025, é resultado do Infodengue-Mosqlimate Dengue Challenge, uma ação internacional dos projetos InfoDengue e Mosqlimate, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a FGV (Fundação Getulio Vargas).
As análises para a próxima temporada sugerem um ano com características epidêmicas, mas sem sinais de alcançar os extremos de incidência observados em 2024.
A dengue possui quatro sorotipos. Quando um indivíduo é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais. Quem apresentar febre alta (38°C a 40°C) de início repentino e pelo menos duas manifestações (dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás nos olhos) deve procurar uma unidade de saúde.
Passada a fase crítica, a maioria se recupera. Em alguns casos, a doença pode progredir para formas graves e óbito. Os sinais de alarme para a gravidade são dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), hipotensão postural (queda da pressão arterial ao levantar-se da posição sentada ou deitada), sensação de desmaio, letargia e/ou irritabilidade, aumento do tamanho do fígado, sangramento de mucosa e aumento progressivo do hematócrito.
Não há tratamento específico para a dengue. Repouso e hidratação são essenciais.