A VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) aponta que o número de diagnósticos de hepatites virais em Presidente Prudente teve queda de 82,35% no primeiro semestre. De janeiro a junho do ano passado, foram confirmados 17 casos, ao passo que, no mesmo período deste ano, houve três confirmações. De janeiro a dezembro de 2025, foram 25.
Este mês é marcado pela campanha nacional Julho Amarelo, dedicada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao controle das hepatites virais. A cor faz referência à icterícia, um dos sintomas característicos da doença, que provoca o amarelamento da pele e dos olhos.
Apesar da queda de diagnósticos em Prudente, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reforça a importância da prevenção. As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Em muitos casos, a doença é silenciosa e não apresenta sintomas. Quando presentes, podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
“A hepatite é uma doença silenciosa e, muitas vezes, seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças. Por isso, a população deve permanecer atenta e procurar atendimento sempre que houver suspeita. Durante o Julho Amarelo, vamos intensificar as ações de orientação e conscientização para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce”, destacou Marília Wittica, supervisora da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal).
Em Prudente, todas as unidades de saúde oferecem testes rápidos para hepatites B e C. No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. As infecções pelos vírus B e C podem evoluir para formas crônicas, tornando o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico fundamentais.
As formas de transmissão variam de acordo com o tipo de hepatite. A hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados, além da falta de saneamento básico, da higiene inadequada e de algumas práticas sexuais.
Já a hepatite B é transmitida pelo contato com sangue ou outros fluidos corporais contaminados e também é considerada uma IST (infecção sexualmente transmissível). O contágio pode ocorrer pelo compartilhamento de agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas e escovas de dente sem a devida esterilização, além de procedimentos como tatuagens e colocação de piercings realizados com materiais contaminados. A transmissão também pode ocorrer da mãe para o bebê durante o parto.
A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. O risco está no compartilhamento de seringas, agulhas e objetos cortantes ou perfurantes sem esterilização adequada. Embora menos frequente, a transmissão também pode ocorrer por meio de relações sexuais.