Há cidades que são contadas por suas ruas, outras por seus prédios, algumas por suas praças. Presidente Prudente, porém, também pode ser contada por suas páginas. E entre essas páginas, há um nome que atravessa décadas com a firmeza de quem entende que informar é mais do que noticiar: é participar da história. Esse nome é O Imparcial.
Fundado em um tempo em que o jornal era feito de tinta nos dedos, noites mal dormidas e tipografias barulhentas, O Imparcial nasceu como nascem os projetos que realmente importam: da coragem. Coragem de escrever, de opinar, de registrar o cotidiano e transformá-lo em memória coletiva. Seus fundadores, movidos por idealismo e senso de missão, não criaram apenas um veículo de comunicação — ergueram um espelho da cidade, onde Prudente podia se ver, se reconhecer e, muitas vezes, se reinventar.
Ao longo dos anos, suas manchetes acompanharam o crescimento urbano, as conquistas esportivas, as transformações políticas, as festas populares e até os silêncios difíceis. O jornal esteve ali quando a cidade comemorou, quando questionou, quando sonhou mais alto. Cada edição era quase um ritual: o som do papel sendo aberto, o cheiro da impressão fresca, a busca ansiosa por uma notícia conhecida ou inesperada. O Imparcial não era apenas lido — era vivido.
E o tempo, que muda tudo, não o deixou para trás. Pelo contrário: fez dele ainda mais forte. A modernidade chegou em forma de telas iluminadas, cliques rápidos e informações em tempo real. O jornal que antes repousava dobrado sobre a mesa do café agora também pulsa nos celulares, nas redes, nos portais digitais. O que era chumbo virou pixel; o que era espera virou instantaneidade. Mas a essência — essa permaneceu intacta.
Hoje, O Imparcial carrega duas forças que raramente caminham juntas com tanta harmonia: tradição e inovação. É como uma ponte elegante entre o passado que construiu sua credibilidade e o presente que exige agilidade. Mantém o respeito conquistado por gerações enquanto conversa com novos leitores que talvez nunca tenham sentido o peso físico de um jornal nas mãos, mas reconhecem o valor de uma informação bem apurada.
Mais do que um periódico, O Imparcial tornou-se parte da identidade prudentina. Ele não apenas registra a história — ajuda a escrevê-la. É testemunha e protagonista. É arquivo e presente. É memória e movimento.
E assim segue, página após página, clique após clique, mostrando que o verdadeiro jornalismo não envelhece: evolui. Porque enquanto houver uma cidade pulsando, haverá histórias pedindo para serem contadas. E enquanto houver histórias, haverá sempre um espaço reservado para quem aprendeu, desde o início, que informar com responsabilidade é uma forma de eternidade. O Imparcial, em Presidente Prudente, é exatamente isso — um pedaço vivo do tempo.