Um homem, de 38 anos, procurou o Plantão da Polícia Civil de Presidente Prudente, na noite de sábado, para registrar um possível crime de ameaça. No local, ele afirmou ser oficial das Forças Armadas da Rússia e detalhou que teria retornado da zona de conflito em dezembro do ano passado. Devido à sua experiência e fluência no idioma, auxilia voluntariamente familiares de combatentes com informações sobre desaparecidos e mortos.
Sendo assim, informou que foi procurado via Instagram e WhatsApp por uma mulher, irmã de um voluntário que estaria atualmente em combate na Ucrânia, que já não teria mais feito contato com a família há mais de um mês. O oficial teria orientado sobre os procedimentos legais necessários junto ao Ministério da Defesa da Rússia, no entanto, a investigada ingressou em um grupo de mensagens composto por mães de voluntários desaparecidos, onde teria passado a afirmar que o oficial aplica golpes em pessoas que querem ir para a Rússia, apesar de o declarante não trabalhar com recrutamento.
“Por fim, [a investigada] proferiu ameaças diretas, afirmando que a vítima iria pagar com a própria moeda ou até pior”, expõe o Boletim de Ocorrência sobre o caso. “O oficial foi orientado quanto ao prazo decadencial de seis meses para o oferecimento de representação criminal em face do autor/investigado na Delegacia de Polícia da área do fato”, complementa o registro.