Operação Carnaval: feriado prolongado soma cinco mortes nas estradas do oeste paulista

Polícia Militar Rodoviária lamenta casos registrados em Martinópolis, Pirapozinho, Estrela do Norte e Piquerobi: “maioria poderia ter sido evitada”

REGIÃO - MELLINA DOMINATO

Data 18/02/2026
Horário 13:06
Foto: Polícia Militar Rodoviária
Autuações: 1.209 flagrantes de excesso de velocidade foram feitos através de imagens de radar.
Autuações: 1.209 flagrantes de excesso de velocidade foram feitos através de imagens de radar.

Cinco mortes foram registradas nas estradas do oeste paulista durante a Operação Carnaval, desenvolvida pela Polícia Militar Rodoviária, entre a zero hora de sexta-feira e o meio-dia desta quarta-feira. Ao todo, foram dez acidentes atendidos no período, que culminaram ainda em cinco vítimas leves e três graves. Entre as autuações aplicadas, 1.209 flagrantes de excesso de velocidade foram feitos através de imagens de radar.

Os sinistros que resultaram em mortes ocorrerem em Martinópolis, Pirapozinho, Estrela do Norte e Piquerobi. “Lamentamos profundamente que, mesmo diante de tantos alertas, campanhas educativas e esforços das autoridades, ainda sejamos obrigados a conviver com números tão expressivos de sinistros em nossas vias”, salienta o policiamento rodoviário. 

“O que mais entristece é saber que a maioria dessas ocorrências poderia ter sido evitada. Não se trata, em grande parte, de fatalidades inevitáveis, mas de consequências diretas de atitudes marcadas pela imprudência, negligência ou imperícia de condutores e pedestres”, prossegue a corporação.

“É doloroso reconhecer que vidas continuam sendo interrompidas ou marcadas por sequelas permanentes por conta do desrespeito às regras estabelecidas na via – estas criadas justamente para preservar a segurança e o bem-estar de todos”, ressalta o órgão.

Frisa ainda a Polícia Rodoviária que o excesso de velocidade, a desatenção, o uso indevido do celular, a travessia em locais inadequados e “tantas outras condutas arriscadas revelam uma preocupante banalização do perigo”. “Cada sinistro representa mais do que estatísticas: são famílias devastadas, sonhos interrompidos e comunidades abaladas”, destaca. “Que a dor causada por tantas perdas sirva de reflexão e que possamos transformar luto em atitude, imprudência em prudência e descaso em responsabilidade”, conclui a corporação.

 

 

 

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