Operação Hydra atua contra quadrilha que aplicou golpes eletrônicos em idosos de Pirapozinho

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital paulista; estima-se que o prejuízo causado às vítimas ultrapasse marca de R$ 50 mil

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 28/05/2026
Horário 11:53
Foto: Deinter-8
Em ação, agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo
Em ação, agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo

A Polícia Civil de Pirapozinho deflagrou nesta quinta-feira a Operação Hydra, uma ação estratégica voltada ao combate de uma associação criminosa especializada em estelionato por meio eletrônico e lavagem de dinheiro. O grupo tinha como alvos principais pessoas idosas, aproveitando-se da vulnerabilidade das vítimas para aplicar golpes financeiros. Até o momento, estima-se que o prejuízo causado ultrapasse a marca de R$ 50 mil.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Poder Judiciário da Comarca de Pirapozinho e mobilizaram um contingente de 35 policiais civis.

Falsa instituição bancária

De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam técnicas avançadas de engenharia social para enganar as vítimas. O esquema funcionava em etapas bem definidas. Os suspeitos ligavam para as vítimas fingindo ser funcionários de instituições bancárias. Sob o pretexto de realizar procedimentos legítimos de segurança, os falsos atendentes induziam os idosos a fornecerem senhas e a realizarem operações nos aplicativos dos bancos.

Com o acesso liberado, a organização realizava transferências ilícitas. Em seguida, os valores eram distribuídos rapidamente entre diversas contas bancárias (mecanismo conhecido como pulverização) para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento policial.

Apreensões 

Durante as buscas na capital paulista, as equipes policiais apreenderam três aparelhos celulares. Os dispositivos eletrônicos serão submetidos à análise pericial para identificar novos integrantes do grupo e mapear a extensão total do esquema.

O nome “Hydra” faz referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças. A escolha simboliza a estrutura ramificada da organização criminosa, onde diversos membros atuavam de forma coordenada tanto na execução dos golpes quanto na ocultação dos recursos.

A Polícia Civil ainda informou que as investigações prosseguem e que novas fases da operação poderão ser desencadeadas a partir dos dados colhidos no material apreendido nesta quinta-feira.
 

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