Os filhos ou os pais à beira de um ataque de nervos?

Sindico Sincero - Luciano Carreira

COLUNA - Sindico Sincero

Data 28/03/2021
Horário 05:15

Mensurar o nível de energias acumuladas nos adolescentes nesse período de quarentena é quase impossível. Estamos vivendo em tempos de pode e não pode interferindo em nossas vidas e sem fundamentos comprovados, que acabam por provocar relacionamentos tempestivos e difíceis de lidar.
Nítido e bem mais comprometedor são os ânimos dos pais, cheios de incertezas e sem saber em quê acreditar e seguir em frente. A certeza é de que somente as contas vencem, e não permanecem em quarentena, nem os leitores de água e energia ficam em casa. 
Agora, transfira tudo isso a uma convivência em um apartamento...confinado...sem poder descer para brincar, sem poder ir à academia, andar de bicicleta...nada...nada...nada...quem não pira???? Por isso, trago algumas considerações hoje não aos síndicos, mas aos condôminos que acabam por ter seus relacionamentos interpessoais abalados. Sei o quanto é difícil estudar, e trabalhar em home office, com crianças brincando, falando alto, correndo no pátio, enfim, exercendo seus direitos...Mas temos que ter ciência também, que esse direito tem limite e pode ser a gota d’água para um condômino que está até a “borda” de problemas e questões a serem resolvidas, e o barulho atrapalha. 
A sugestão humilde desse que vos escreve é que se tenha discernimento. Os responsáveis pelas crianças podem sim separar um tempinho para frequentar o pátio do prédio com seus filhos e brincarem, com limites, com tempo pré-determinado e com a certeza que logo, logo tudo vai voltar ao ritmo quase como era antes, rotinas de escola...academia...escolas de inglês, balé...etc. 
Vamos tentar? Sermos solidários uns com os outros nesse momento tão difícil? Saber ser flexível, ao ponto de abrir mão de seus direitos que hoje podem causar transtornos e até colocar em risco a vida de alguém. Esse é o momento de colocar em prática tudo que já aprendemos, nos bancos da escola, da igreja, da loja, dos templos e dos solavancos da vida.
Tenham a certeza que nós, síndicos, por muitos momentos estamos ficando de mãos atadas. Pedimos vossa ajuda! 

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