Pelas dores desse mundo: Jesus, senhor da história humana!

OPINIÃO - Saulo Marcos de Almeida

Data 06/07/2021
Horário 05:00

Havia gente de todos os lados, como sempre acontecia quando se sabia que Jesus estava nas imediações... Um oficial romano solicitou que o salvador fizesse alguma coisa por um servo seu que estava em casa muito doente.  Cristo, prontamente, atendeu ao pedido de ajuda dirigindo-se ao enfermo. Quando o oficial sabendo que o Messias se aproximava, tratou de informar: “Não sou merecedor de que entre em minha casa. Ordene uma palavra para que meu servo fique plenamente curado!”. Impressionado de tamanha fé fez conforme aquele homem pediu. Realmente, ao chegar em casa, o centurião já encontrou seu servo com saúde e pronto para a lida da vida. 
Depois foi à residência de Pedro. Jesus viu a sogra de seu discípulo acamada e com febre. Tudo o que Ele fez, então, foi tocar na mão daquela senhora restituindo a calmaria naquele simples lugar. 
A seguir um escriba que, numa crise de entusiasmo, disse estar disposto a ir com Jesus por onde quer que Ele fosse, ouvindo de pronto: “As raposas têm suas tocas e os pássaros seus ninhos, mas se você quiser me seguir, vai acabar não tendo onde morar”. Um dos discípulos queria licença de alguns dias para cuidar do funeral do pai e Cristo lhe disse: “Você precisa vir comigo; quando é a vida que está em jogo enterrar os mortos é para quem já morreu e pode não ter consciência disso”. 
Quando viu a multidão que se aproximava, supondo que não teria forças para ajudar a todos que O seguiam, Jesus subiu num barquinho para ter algumas horas de paz. Mas os discípulos, impacientes embarcaram com ele também. Chegou, buscou um espaço acolhedor e deitou na parte de trás do barco, com a cabeça no travesseiro e dormiu...
O evangelista Mateus deixa de lado esses detalhes sobre a parte traseira do barco e o travesseiro. Talvez tenha achado que isso era de menor importância e não estava errado. Mas essa história perderia muito sem a menção do lugar no barco e do objeto que o acomodara ali.
Ele não foi cochilar na proa, onde as ondas bateriam com força e o molhariam. Em vez disso foi repousar na popa. Havia um travesseiro sob a sua cabeça. Foi colocado por alguém. Talvez ninguém tenha pensado nisso, até que alguma pessoa o viu dormindo, levantou-lhe um pouco a cabeça da madeira dura e colocou ali o bendito estofado. 
Ele deve ter dormido como uma pedra, porque o que se diz é que a tempestade não o acordou. Nem mesmo quando as ondas ficaram tão fortes que a água começou a entrar no barco... Deixaram-no dormir, até que finalmente ficaram com tanto medo de afundar que foram acordá-lo. Eles o trataram com respeito chamando-o de mestre, mas havia repreensão, até um pouco de petulância, na maneira de falar: “Não vês que vais morrer?”
As primeiras palavras de Cristo não são para os discípulos, mas para o vento: “Ele o repreendeu”. Quase se pode vê-lo segurando-se na beirada do barco para não cair, com o vento espalhando seus cabelos e ferindo seu rosto: “Pare com isso já”! Com o mar ele não foi tão severo: “Calma” – disse ele – “silêncio”. Então chegou a vez dos discípulos: “Por que tanto medo”? “Que fé é esta de vocês”? Mas eles ficaram tão impressionados quando o vento parou de soprar e o mar, silencioso e liso como um espelho, parou de bradar que nem conseguiram a Jesus falar. Pelas dores do mundo: Jesus, Senhor da vida e tudo o que há! 
 

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