Planejamento forrageiro

No ano agrícola, como sugestão devemos sempre planejar o que pretendemos para o ano seguinte. E isso começa desde agora, com a análise de solo da área a ser cultivada e, assim, realizar as devidas ações de preparação de solo (gradagem pesada, intermediária e niveladora). Isso porque, com as retomadas das chuvas a partir de outubro, as áreas já estarão prontas para realizar o plantio da cultura desejada. Desta forma, ganhamos tempo de produção de nossas forrageiras, em uma região onde a terra ter um valor alto, e quanto mais tempo ela ficar parada, mais reduzimos a nossa rentabilidade.
Uma das dicas é: para reduzir o custo de sua reforma, recomendamos o plantio de milho, sorgo ou milheto, consorciado com a pastagem de brachiarias ou panicuns. Após a colheita destes materiais para silagem, a pastagem fica formada a um custo mais baixo. Com isso, disponibilizamos forragens de alta qualidade e quantidade para o rebanho de corte ou de leite durante o ano inteiro, principalmente para este período de outono/inverno que temos baixa oferta de pastagem, visando assegurar sua produtividade. Essa estratégia é extremamente importante para minimizar os prejuízos trazidos pelo período de seca.

Com as retomadas das chuvas a partir de outubro, as áreas já estarão prontas para realizar o plantio da cultura desejada

O resultado desse planejamento é garantir que no próximo ano não falte alimento para os animais na estação que é de pouca chuva, reduzindo os riscos de perdas da produção de carne e de leite. Aliás, geralmente neste período esses produtos têm uma tendência de aumento de valor. Então no momento onde deveríamos estar produzindo mais e obter uma receita melhor, por falta de alimento para os animais perdemos produtividade e às vezes ocorre até amorte de animais.
Sabemos que período de seca todos os anos vamos ter. Por isso temos que ter um bom planejamento de produção e parar de reclamar que a seca antecipou ou prorrogou.


 

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