A Polícia Penal do Estado de São Paulo consolidou e divulgou, nesta segunda-feira, o balanço de apreensões de ilícitos que seriam levados para o interior dos presídios no ano passado. Nos estabelecimentos penais compreendidos pela Ceproeste (Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste), houve registro de mais de 30 quilos de entorpecentes apreendidos em 2025, sendo 25 quilos de maconha, 86 gramas de haxixe, seis gramas de skunk, três quilos de cocaína, 205 gramas de droga sintética e 31 gramas de crack, além de 68 litros de “Maria Louca” - bebida alcoólica artesanal, produzida com restos de alimentos – e 36 celulares.
Os dados contemplam ações realizadas em presídios de regime semiaberto e fechado, com apreensões registradas tanto com pessoas que tentavam ingressar em unidades prisionais em dias de visitas, quanto com custodiados em regime semiaberto.
“Nos estabelecimentos penais que operam no regime semiaberto, as apreensões, em sua maioria, ocorreram no entorno das dependências externas ou em posse de custodiados que tentariam ingressar nos presídios no retorno do trabalho, estudo ou na volta da saída temporária”, detalha a coordenadoria.
Em unidades prisionais de regime fechado, as apreensões aconteceram em posse de pessoas que tentavam entrar nos estabelecimentos penais para visitação. “No geral, o ilícito foi descoberto pela revista mecânica, após passagem pelo escâner corporal, junto ao corpo ou ingerido. Também houve apreensão de ilícitos por meio do recebimento de encomendas enviadas por familiares cadastrados pelo privado de liberdade”, complementa.
Todos os materiais apreendidos foram encaminhados para os procedimentos administrativos e legais cabíveis, com registro do Boletim de Ocorrência, encaminhamento do objeto apreendido para a Polícia Técnico-Científica e autuação de processo de apuração no estabelecimento penal em que ocorreu o ilícito.
“As apreensões destacam o papel da Polícia Penal no cumprimento da Lei de Execução Penal e no combate ao crime organizado, garantindo a ordem, a segurança e a soberania do Estado dentro do sistema prisional”, frisa.
Retorno Seguro
Neste ano, na volta da saída temporária, a Polícia Penal promoveu a operação Retorno Seguro que resultou na apreensão de mais de 10 quilos de drogas e 50 aparelhos celulares. “Esses ilícitos seriam levados para o interior das unidades prisionais. Na região Oeste, a operação registrou a apreensão de dois quilos de maconha e cinco celulares”, reforça a Ceproeste.
Segundo a coordenadoria, os ilícitos foram localizados escondidos na área externa dos presídios e, provavelmente, seriam recuperados pelos custodiados do regime semiaberto que fossem realizar atividades laborais nos locais.
Atuaram na operação cães de faro e dezenas de policiais penais em diversos estabelecimentos penais, que realizaram varredura no perímetro das áreas externas dos presídios que possuem o regime semiaberto. “A operação visou vistoriar o perímetro externo dos presídios do regime semiaberto no Estado que abrigam custodiados beneficiados pela saída temporária, ocorrida de 23 de dezembro a 5 de janeiro. A implementação da ação aconteceu em março do ano passado, desde então é realizada no período da volta das saídas temporárias”, informa a Ceproeste.
