Postura profissional

OPINIÃO - Walter Roque Gonçalves

Data 12/06/2021
Horário 04:30

Mesmo diante da iminente terceira onda da Covid-19 sob a sombra de um novo lockdown, temos diversos indicadores positivos que sinalizam uma possível retomada. São mais de 1 milhão de empregos gerados desde o início do ano, o comprovado aumento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, a valorização de commodities em dólar, o aumento da confiança do consumidor e o desempenho extraordinário da bolsa de valores! Este cenário estimula investimentos e a procura por mão de obra adequada aumenta. 
A mão de obra adequada está ligada intimamente às possibilidades de se conseguir uma oportunidade de emprego e se manter nele. Neste sentido, as escolhas, atitudes, ações e decisões adotadas no ambiente de trabalho dizem mais sobre as pessoas do que as palavras organizadas em seus currículos. Por exemplo, é comum - na minha empresa - receber currículos de candidatos (as) para vaga de vendedor e este candidato ser reconhecido por atender mal no antigo emprego. O que irá pesar mais: o currículo ou as referências? Portanto, vestir a camisa da empresa é, sobretudo, vestir a sua própria camisa.
Outro ponto para manter a empregabilidade em alta é enfrentar a cultura do erro! Neste sentido, é preciso transformar o ambiente castrador em um cenário voltado para inovação, trabalho em equipe e melhoria constante. Geralmente, errar no ambiente de trabalho é sinal de incompetência e fraqueza, mas não é! Obviamente que erros gerados por preguiça, desleixo e negligência devem ser combatidos e podem até gerar demissões, mas, erros cometidos por aqueles que querem acertar devem ser acolhidos, resolvidos e difundidos para o aprendizado corporativo, este é o espírito: os erros são o caminho para a melhoria constante, liga da equipe e inovação.
Quanto mais pessoas empregáveis, maiores os ânimos dos empresários em contratar, investir e ampliar os seus negócios. Os prejuízos gerados por aqueles que não sabem como se posicionar dentro das empresas são quase que imensuráveis, pois as rotinas, técnicas, funções e conhecimentos podem ser ensinados, mas o comportamento nem sempre, por dependerem em grande parte de condutas individuais. A postura profissional determina a empregabilidade e permite evitar que situações de contratações feitas apenas por currículos sejam frustradas devido ao comportamento do colaborador. Treinamentos, psicólogos e os departamentos de RH podem ajudar e muito nesta missão.
 

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