Pra que aumentar o risco, se existe a vacina?

EDITORIAL -

Data 19/02/2022
Horário 04:15

No mês passado, o Brasil começava a vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Um avanço e motivo de comemoração pra muita gente, inclusive entre as autoridades de saúde e principais entidades pediátricas. Apesar de ser um público que, uma vez infectado, costuma apresentar sintomas mais brandos, o risco de desenvolver a forma mais grave da doença existe e não deve ser deixado de lado. O avanço da Ômicron e agora da sua subvariante, a BA.2 - muito mais contagiosa -, também preocupam. 
A situação no país, que já ultrapassou a marca de 28 milhões de casos e 642 mil mortes, só não está pior, graças à vacinação. 
Até quinta-feira, em Presidente Prudente, conforme divulgado na edição de ontem deste diário, 9.632 crianças tinham sido imunizadas com a primeira dose, o que representa 53,5% do público estimado nesta faixa etária. O número está 6,5% abaixo da média estadual, que já atingiu 60%, segundo dados divulgados pelo governo de São Paulo na quarta.
No país, as crianças de 5 anos e as imunossuprimidas de 5 a 11 anos só podem receber o imunizante da Pfizer, enquanto as demais, acima de 6, podem ser protegidas pela Coronavac, ambas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e disponíveis nas unidades de saúde do município.
Na tentativa de expandir a cobertura na cidade, Prudente promove hoje mais um mutirão de imunização, das 8h às 15h, no estacionamento do Paço Municipal Florivaldo Leal. Além das crianças, que devem tomar a primeira dose, a terceira edição do Vacina Fest atenderá todos os munícipes que se enquadram na campanha contra a Covid-19, com primeira dose - adulta e pediátrica -, segunda dose e dose adicional.
Também com o intuito de aumentar o número de crianças vacinadas, o governo de São Paulo anunciou que realizará uma semana de vacinação contra a Covid-19 nas escolas do Estado, entre hoje e o dia 25. A iniciativa será realizada em escolas públicas e privadas, mas apenas nos municípios que aderirem à ação.
É importante que os pais se conscientizem da gravidade da pandemia, dos riscos que a doença oferece e da importância da vacina. Proteja seu filho. Se ela não fosse segura, com certeza a Anvisa não liberaria. A principal razão ao escolher pela imunização é a proteção da própria criança. Os mais novos também podem ter quadros graves e morrer de Covid-19, além do risco de ficar com sequelas. E não é só isso. Eles são um importante vetor de transmissão do vírus, podendo levar a doença para casa.
Quantas vacinas seu pequeno já tomou desde quando nasceu? Você alguma vez se interessou pela marca? Deixou de dar alguma por causa da febre ou dor que ela poderia causar? Vamos ter medo de todos os remédios por causa das possíveis reações que estão descritas na bula? Não duvide da ciência. Proteja quem você ama! 
 

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