Preços do kg da cebola e do tomate têm alta

PRUDENTE - Arize Juliani

Data 31/05/2015
Horário 13:43
 

Os consumidores prudentinos estão pagando mais caro no quilo da cebola e do tomate, mesmo que a inflação registrada no momento apresente instabilidade e variação dos preços. Comerciantes apontam que, para a cebola, o aumento chegou a quase 100% do valor. Segundo pesquisa realizada pela Empresa Júnior da Toledo Prudente Centro Universitário, conforme parâmetros do 10º IPT (Índice de Preços Toledo), constatou-se aumento de 77,96% no preço do quilo da cebola, como também alta de 34,71% no valor do tomate. Os comerciantes creditam a inflação em razão do tempo e da importação, tendo em vista que as cebolas que circulam no mercado atualmente são importadas da Holanda e Argentina, uma vez que a produção nacional está em queda.

De acordo com o distribuidor da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo), em Prudente, Jurandir Barbosa Marques, a alta no preço do tomate ocorre como em todo ano por conta das chuvas que foram registradas nos três primeiros meses de 2015.

Jornal O Imparcial No tomate registramos queda do preço, bem como da cebola, que chegou a custar R$ 110 e hoje é possível pagar R$ 75 na caixa".

Segundo ele, existem registros mais altos de preços neste ano, mas que agora mesmo que inflacionados estão mais baixos. Uma caixa, por exemplo, que na semana passada estava custando R$ 100 – hoje é possível encontrar até por R$ 70. "O motivo é o excesso de chuva nos meses de janeiro, fevereiro e março. Como diminuíram, as produções voltam ao normal e os preços caem. No tomate registramos queda do preço, bem como da cebola, que chegou a custar R$ 110 e hoje é possível pagar R$ 75 na caixa".

Por sua vez, o gerente do Supermercado Estrela da unidade Cohab, Vicente José Riquete, destaca que o preço está fora do normal devido à época do ano, que não é de plantio. Para ele, os produtos estão em falta e resulta no aumento do valor. "Essa alta ocorre há um mês, mais ou menos. Podemos notar que os preços começaram a decrescer, mas muito pouco por enquanto, porém, acredito que dentro de 15 dias podemos registrar baixas de até 15% da atual inflação", estima.

O gerente comercial Fernando Luiz Cavalheiro, que comercializa cebolas no armazém de entrepostos, revela que o aumento do preço da cebola ocorre por conta da pouca oferta no mercado e aponta a questão da importação como motivo da alta nos valores. Conforme menciona, o aumento foi de 100%, sendo também um dos principais motivos a queda da produção nacional. "O aumento ocorreu há quase dois meses e o preço demora um pouco para estabilizar, pois a cebola nacional que está para entrar em circulação no mercado será mais cara devido à oferta e a baixa produção", explica.

 

Consumidores

Quem desaprova e sofre os impactos da inflação nestes dois produtos, especialmente, é o consumidor, que acaba por desembolsar mais para adquirir os alimentos. Conforme revela o 10º IPT, que consiste na pesquisa de preços em seis supermercados de Presidente Prudente, contatou-se inflação em relação ao mês de abril de 4,21% do valor total da cesta básica, que era de R$ 461,48 e saltou para a média de R$ 480,91. Embora os dados gerais, os consumidores revelam o impacto que ocasiona no bolso com o aumento do preço do tomate e da cebola.

A educadora Maria Cristina da Silva ressalta que tais altas prejudicam, porque são alimentos básicos da alimentação rotineira do ser humano, sendo importantes para a saúde – como o tomate. "Esses aumentos refletem na nossa saúde, pois com o aumento, muitas pessoas deixam de comprar esses alimentos que colaboram com o bom desenvolvimento do nosso organismo".

Já Giani de Oliveira, que está desempregada, aponta os preços inflacionários como reflexo do desemprego e o impacto no bolso do consumidor que sofre com essas altas dos valores nos produtos. "Estou há tempos desempregada e com dificuldade de estabilizar em um emprego. Muitos mencionam a crise como fator principal, mas nestes tempos instáveis, esses aumentos acabam por prejudicar, porque são produtos que não podem ser substituídos e são ingredientes fundamentais na cozinha de qualquer casa", observa.
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