Prefeitura de Prudente não vai interromper vacinação de adolescentes

Ministério da Saúde recomendou suspensão da imunização contra Covid-19 devido ao "baixo risco" de óbitos ou casos mais graves neste público

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 16/09/2021
Horário 18:02
Foto: Arquivo/Secom
Vacinação de adolescentes segue em andamento em Prudente
Vacinação de adolescentes segue em andamento em Prudente

A Prefeitura de Presidente Prudente informou na tarde de hoje que, conforme as orientações que a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) recebeu do governo do Estado, a vacinação de adolescentes sem comorbidades não será interrompida no município.

"Portanto, não há previsão de mudança quanto à vacinação dos jovens por aqui", comunicou por meio de nota.

Isso porque o Ministério da Saúde publicou, na quarta-feira, nota técnica em que recomenda a suspensão da vacinação dos adolescentes entre 12 e 17 anos que não apresentem algum fator de risco. Segundo a pasta federal, a orientação é baseada, entre outros fatores, "em evidências científicas que consideram o baixo risco de óbitos ou casos mais graves da Covid-19 neste público".

"Entre os adolescentes, de 15 a 19 anos, que morreram por Covid-19, 70% tinham pelo menos um fator de risco. Entre os mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros, apenas 3,4% têm alguma comorbidade, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Esse número representa cerca de 600 mil jovens nesta faixa etária", defende.

“O Ministério da Saúde pode rever a sua posição, desde que haja evidências científicas sólidas em relação à vacinação em adolescentes sem comorbidades. Por enquanto, por uma questão de cautela, nós temos eventos adversos a serem investigados. Nós temos essas crianças e adolescentes que tomaram essas vacinas que não estavam recomendadas para eles. Nós temos que acompanhar esses adolescentes”, ressaltou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quinta-feira, durante uma coletiva para esclarecer o assunto.

Insegurança e apreensão

À Agência Brasil, o governo de São Paulo informou que "a medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles”.

Ainda segundo o governo estadual, “três a cada 10 adolescentes que morreram com Covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo”. Aponta também que esse público responde por 6,5% dos casos no Estado e, assim como os adultos, “está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais”.

A vacinação de adolescentes em São Paulo começou em 18 de agosto. Já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas desse grupo, ou seja, 72%.

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